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Operação Fênix

Traficantes movimentavam R$ 2 mi por mês em Curitiba

Redação Bonde e AEN
30 ago 2007 às 18:15

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Manoel Gomes/PM
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A Polícia Militar prendeu, nesta quinta-feira (30), 43 suspeitos de participarem de uma das principais quadrilhas de distribuição de drogas em Curitiba e região. De acordo com a polícia, a quadrilha seria responsável por repassar pelo menos 30% da droga vendida na capital paranaense e nos municípios vizinhos e, com isso, arrecadaria cerca de R$ 2 milhões por mês. A apresentação de todos os detidos na Operação Fênix e dos materiais apreendidos aconteceu no Ginásio de Esportes da PM por conta da quantidade de pessoas e objetos.

"Esse trabalho da Polícia Militar gera grande impacto contra as quadrilhas de tráfico e pequenos traficantes. É combatendo o tráfico de drogas que combatemos também homicídios, furtos, roubos e demais crimes sustentados por usuários ou por grandes traficantes envolvidos com o crime organizado", disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari.


A investigação do caso durou 11 meses. De acordo com suspeitas da polícia, o grupo estaria ligado a um esquema de roubo a empresas e a fornecedores de armas, para conseguir dinheiro para movimentar o tráfico e ainda se defender de quadrilhas rivais e da polícia. A polícia acredita que a quadrilha seja responsável por colocar nas mãos de pequenos traficantes de 20 a 25 quilos de crack por semana.


Apreensões – Participaram da operação 152 policiais militares que agiram simultaneamente em Curitiba, Região Metropolitana e Foz do Iguaçu para cumprir 47 mandados de prisão e de busca e apreensão. O trabalho foi acompanhado também pelo Ministério Público. Entre os 43 presos estão três traficantes que atuavam a partir de Foz do Iguaçu na distribuição de drogas.


Os policiais apreenderam 10 armas, quase seis quilos de crack, balanças de precisão, dezenas de telefones celulares, veículos, jóias, computadores, cadernetas de anotações, R$ 16 mil em dinheiro, documentos que comprovam a ligação com o tráfico e duas plantas de maconha. Os presos e todo o material apreendido foram entregues ao Centro e Operações Policiais Especiais da Polícia Civil (Cope) que dará continuidade ao trabalho.


A equipe do Canil, que também participou da operação, levou os dois cães farejadores de droga, a labrador Beta e o pastor alemão Xingu, para ajudar na vistoria dos locais onde foram cumpridos os mandados.

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Origem da droga - De acordo com a Polícia Militar, parte da droga distribuída pela quadrilha vem da Bolívia através do Mato Grosso do Sul. Outra parte, viria do Paraguai e passaria por Foz do Iguaçu antes de chegar na região de Curitiba. As investigações apontaram que o maior carregamento seguiria sempre para Colombo, na região metropolitana de Curitiba, onde seria dividida em quantidades menores para que fosse distribuída por integrantes da quadrilha em Curitiba, Colombo, Piraquara, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande.


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