O Corpo de Bombeiros de Campo Mourão localizou um tronco feminino nesta quinta-feira (12), no rio Carajás, próximo à comunidade São Pedro, no município de Ubiratã. Segundo a Polícia Civil, há fortes indícios de que trata-se do corpo de Tatiane Jezualdo, 24 anos, desaparecida desde o dia 3.
As equipes realizam buscas na região desde terça-feira (10). A parte do corpo foi encontrada no afluente do rio Piquiri. Objetos pessoais da jovem também foram localizados.
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A área foi isolada pelos policiais da 16ª Subdivisão Policial. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o tronco e o encaminhou para a perícia. O delegado-chefe, Amir Salmen, disse que só vai se pronunciar sobre o caso após divulgação do laudo. A previsão é que o resultado saia na próxima semana.
Após o achado do tronco, a polícia interrogou o suspeito que confessou ter esquartejado Tatiane. Porém, ele nega tê-la estuprado. A motivação do crime, circunstâncias e a localização das outras partes do corpo ainda estão sendo investigadas. As buscas continuam.
Primeira versão
No primeiro momento, o suspeito, que ainda não teve o nome divulgado, alegou fatalidade como causa da morte de Tatiane. Ele afirmou que ofereceu carona à jovem no ponto de ônibus e que ficou desesperado ao vê-la passando mal. Segundo ele, ela teria sofrido um ataque cardíaco e morrido no banco do passageiro. Depois, alegou que desovou o corpo no rio Piquiri.
Diante da confissão de esquartejamento e das novas provas, a polícia já descartou esta versão.
Desaparecimento
Tatiane Jezualdo desapareceu no último dia 3, em Ubiratã. Ela saiu de casa para trabalhar de manhã e se dirigiu até um ponto de ônibus, onde embarcaria com destino ao local de trabalho, uma cooperativa da região. Porém, ao invés de entrar no coletivo, ela aceitou carona de um homem que estacionou um automóvel no ponto.
No mesmo dia, por volta das 11 horas, a mãe recebeu mensagens oriundas do celular da filha, cujo conteúdo dizia que ela não voltaria para casa porque iria para Cafelândia. A família começou a desconfiar que havia algo errado porque a atitude não era típica de Tatiane. O formato do texto na mensagem, segundo o pai dela, também não condizia com o utilizado pela jovem.
Tatiane não compareceu à cooperativa no dia do desaparecimento. Ela e o acusado eram colegas de trabalho, mas não atuavam no mesmo setor. O suspeito também faltou ao serviço no dia do crime. Ele alegou doença e retornou às atividades normais no dia seguinte.