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Alckmin e Serra

Advogado identifica petista envolvido em dossiê

Redação - Bonde
18 set 2006 às 09:45

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Antônio Milena/ABr
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O advogado Gedimar Passos, preso na última sexta-feira (15), deu à Polícia Federal o nome do integrante do PT que entregou cerca de R$ 1,7 milhão para ele e para o empreiteiro Valdebran Padilha, suspeitos de intermediar a compra de um dossiê contra os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin a membros do PT.

O dossiê também comprometeria o sucessor de Serra no ministério da Saúde, o tucano Barjas Negri, e ainda políticos do PT e de outros partidos da base aliada do governo.


De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, que teve acesso ao teor do depoimento, o suposto mandante da operação seria dono de uma empresa de segurança no eixo Rio-São Paulo, mas Gedimar não soube dizer se essa pessoa tem influência no PT. A PF tem indícios que apontam para Freud Godoy, assessor de gabinete da Presidência e ex-coordenador de segurança em todas as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. Ele foi procurado pela reportagem neste domingo (17), mas não foi localizado.


Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas, e seu tio, Paulo Roberto Dalcol Trevisan, que foram detidos durante a mesma ação, estão presos em um anexo do presídio Pascoal Ramos, em Mato Grosso.


A operação foi desencadeada pela PF na sexta-feira, com a prisão de Vedoin, em Cuiabá, depois que seu tio informou que ele tinha fotos e um DVD que ligariam Serra -candidato ao governo de São Paulo- e o presidenciável Alckmin à Planam, empresa de Vedoin. Tio e sobrinho devem responder por ocultação de provas.


Trevisan foi preso no dia seguinte, em sua casa, em Cuiabá. A Justiça decretou sua prisão temporária e ele deve permanecer detido durante esta semana. Já Vedoin deve continuar detido porque perdeu o benefício da delação premiada.


Inicialmente, segundo Passos, Vedoin teria pedido R$ 20 milhões pelo dossiê. O preço acabou sendo reduzido a R$ 2 milhões e, além dos cofres PT, o dinheiro teria vindo de uma revista.


A função de Passos, que é agente aposentado da PF, seria analisar o material. Padilha, segundo o Diretório do PT de Cuiabá, chegou a ser indicado para um cargo de diretor da Eletronorte no início do governo Lula. Mas uma ala do PT impediu a nomeação enviando um dossiê contra ele sobre superfaturamento em prefeituras de Mato Grosso.

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Fonte: Estado de S.Paulo e Folhapress


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