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Após prisão de Battisti, Bolsonaro diz que pretende ir à Itália

Agência Brasil
17 jan 2019 às 21:39

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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De descendência italiana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que tem a intenção de visitar a Itália no dia 8 de maio, data conhecida como o Dia da Vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial. Segundo ele, será a oportunidade para visitar a terra dos antepassados, que são da região de Lucca, na data que é celebrada a derrota da Alemanha nazista.


A entrevista do presidente foi concedida à RAI, emissora pública de televisão da Itália, durou quase 5 minutos, e foi compartilhada por ele em sua conta no Twitter com legenda em português.

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"Vendo nossa agenda, gostaria muito de participar dessa comemoração que é sempre realizada. E saúdo nosso querido Exército Brasileiro e farei o possível para estar lá. E pela primeira vez visitarei a terra dos meus avós", disse Bolsonaro.


Antes da visita à Itália, Bolsonaro deve se reunir, em Davos, na Suíça, com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, que coordenou o processo de captura e extradição do ex-terrortista Cesare Battisti, de 64 anos, preso na Bolívia no último sábado (12). O presidente viaja no próximo domigo (20) para Europa.


"Direi ao Conte que não deve me agradecer [pela extradição de Battisti]. Nós que somos muito gratos a ele, porque nos livrou de um elemento que incomodava a maioria dos brasileiros. Será um belo momento, minha origem é italiana, minha família é originária de Lucca e será um prazer encontrá-lo em Davos."


A prisão de Battisti, que havia fugido para a Bolívia, foi seguida do seu retorno para a Itália, onde ele cumprirá sentença pelo assassinato de quatro pessoas, na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas.


Repercussão


Bolsonaro ganhou mais espaço na mídia da Itália após defender a extradição de Battisti. O presidente disse que ficou feliz por poder colaborar com a Justiça italiana. Acrescentou que o Brasil não abrigará criminosos e "prisioneiros políticos".

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"A mensagem é que o Brasil não será território de abrigo de marginais, de criminosos, de prisioneiros políticos, essa é a minha mensagem. Estou muito feliz por poder colaborar com todos os cidadãos italianos e brasileiros, para que o Battisti saísse daqui e cumprisse sua pena de crimes cometidos nos anos [de 19]70", afirmou o presidente na entrevista.


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