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Assembleia aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015

Nádia Fontana / Alep
09 jul 2014 às 16:29

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Os deputados aprovaram na sessão plenária desta quarta-feira (9), na Assembleia Legislativa, o substitutivo geral à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015 – projeto de lei nº 182/14, de autoria do Poder Executivo. A matéria, que retorna ao debate em Plenário na sessão de segunda-feira (14) para ser apreciada em segunda discussão, recebeu 34 votos favoráveis e nenhum voto contrário.

O deputado Elio Lino Rusch (DEM), relator do projeto na Comissão de Orçamento, usou a tribuna para falar da importância da LDO, que orienta a aplicação dos recursos públicos. Ele destacou que foram apresentadas 17 emendas parlamentares ao projeto original, sendo que sete foram acatadas integralmente, uma parcialmente, e nove acabaram rejeitadas pela comissão. As emendas abrangem, principalmente, as áreas sociais, de infraestrutura e modal urbano, além de saúde, e tratam de ações administrativas do governo.


A previsão para o total de receitas correntes líquidas para fixação de despesas para o exercício do próximo ano é de R$ 39,7 bilhões, representando um aumento anual de 11%. Das receitas de impostos (R$ 29,6 bilhões), com os direcionamentos constitucionais, a educação deverá receber R$ 7,7 bilhões (30%), com R$ 3,08 bilhões sendo destinados para a saúde (12%). Já a despesa líquida do Executivo será de R$ 13,9 bilhões. O Poder Legislativo deverá receber R$ 1,01 bilhão (5% - dos quais 3,1% são destinados para a Assembleia e 1,9% ao Tribunal de Contas do Estado); o Poder Judiciário R$ 1,9 bilhão (9,5%), e o Ministério Público R$ 829 milhões (4,1%).


A Assembleia, segundo a Constituição Estadual, deve concluir a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias antes do término dos trabalhos legislativos de Plenário do primeiro semestre (que se desenvolvem entre 2 de fevereiro e 17 de julho, conforme o art. 2º, inciso I, do Regimento Interno da ALEP). O projeto da LDO está disponível no site da Assembleia Legislativa (www.alep.pr.gov.br), pelo link "Leis Orçamentárias". A Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual – do período 2012/2015 (PPA), ao lado da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), integram o orçamento público estadual, de acordo com o artigo 165 da Constituição Federal.


Cidadania – Nesta sessão também passou em primeira discussão a proposição (de nº 191/14) do deputado Ademar Traiano (PSDB) concedendo o título de Cidadã Benemérita do Estado a Fernanda Bernardi Vieira Richa. Na justificativa do projeto o autor informa que Fernanda Richa, casada com o governador do Paraná, Beto Richa, é bacharel em Direito, e desde o ano 2005 assumiu o desafio de trabalhar pela política de assistência social. Em Curitiba, presidiu a Fundação de Ação Social (FAS), trabalho que rendeu o reconhecimento do governo federal. Acrescenta que a experiência na capital paranaense e o bom resultado na área lhe credenciaram a assumir, em janeiro de 2011, uma das mais importantes pastas do Governo do Estado – a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social. E nesta função coordena as políticas de assistência social e de defesa dos direitos da criança e do adolescente tendo em vista a proteção de famílias e pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. Movida por este desafio lançou em março/2012 o programa Família Paranaense. O Família Paranaense é uma ação integrada, com participação de 18 secretarias de Estado, além de suas empresas públicas e demais órgãos, com a proposta de oferecer proteção, desenvolvimento e promoção social das famílias que vivem em situação de extrema pobreza no Paraná.


Usinas eólicas – Entre as propostas que passaram em segunda discussão estão três propostas (de nº 194, 195 e 196 – todas de 2014) de autoria do deputado Valdir Rossoni (PSDB), presidente do Legislativo, que autorizam a construção de usinas eólicas no município de Palmas, na região Centro-Sul do estado. Os projetos preveem que as usinas movidas a vento farão parte dos complexos "Rota das Araucárias", "Água Santa" e "Serra da Esperança".


Foram ainda aprovados, em segunda discussão, três projetos do Poder Executivo: o de nº 189/14, que altera os dispositivos da Lei nº 17.025, de 19 de dezembro de 2011, que autorizou o Executivo a conceder subvenção social ao Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (FUNDEPEC/PR); de nº 266/14, dando nova redação ao inciso II, parágrafo 3º, do art. 1º, da Lei nº 16.244, de 22 de outubro de 2009, para incluir a alternativa de os planos de aplicação de recursos para entidades declaradas de utilidade pública poderem ser firmados também por técnicos em contabilidade (além do presidente da entidade beneficiada); e o outro, de nº 268/14, autoriza o Governo a efetuar a doação de imóvel à Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial. O 266/14 e o 268/14 não receberam emendas no curso de sua tramitação e por isso seguem diretamente para sanção (ou veto) governamental.


Energia elétrica – Diretores e técnicos da Companhia Paranaense de Energia (COPEL) participaram da sessão desta quarta-feira (9) da Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre o reajuste tarifário da energia elétrica. O deputado Ademar Traiano (PSDB), líder do Governo, agradeceu a presença dos representantes da instituição, enfatizando a importância do debate para que fossem dirimidas as dúvidas levantadas pela Oposição em torno do percentual de aumento aplicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

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Em nome da Copel falou Vlademir Santo Daleffe, diretor-presidente da Copel Distribuição S.A., que fez uma detalhada explanação sobre a estrutura e o funcionamento do sistema energético brasileiro e estadual, e também respondeu aos questionamentos de diversos parlamentares. Entre os argumentos da Copel para o aumento da tarifa está o custo da compra de energia. Muitos contratos da Copel terminaram no fim do ano passado e tiveram de ser substituídos por contratos de aquisição de energia bem mais caros, adquiridos em leilões de energia realizados nos últimos meses. Esse preço acaba sendo repassado para a composição da conta de luz que deve sofrer um reajuste médio de 24,86%. Foram registradas as presenças nesta sessão de Jonel Iurk, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Copel; de Sérgio Luiz Lamy, diretor presidente da Copel Geração e Transmissão; Marcílio Ulysses Nagayama, gerente de departamento do setor de planejamento e comercialização de energia da Copel; e Acássio Massato Nakayama, diretor adjunto da Copel Distribuição.


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