30/09/20
PUBLICIDADE
Conselho de Educação

Bolsonaro nomeia olavista, professor da UEL e dono de universidade para CNE

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou nesta sexta-feira (10) novos membros do CNE (Conselho Nacional de Educação). A lista contempla um aluno do escritor Olavo de Carvalho, um dono de universidade e um ministro do Superior Tribunal Militar.

Agência Brasil
Agência <a href='/tags/brasil/' rel='noreferrer' target='_blank'>Brasil</a>


Uma lista prévia de indicados havia sido encaminhada à Casa Civil pelo ex-ministro Abraham Weintraub antes de ele deixar o cargo em 18 de junho. O governo aguardava a definição do novo ministro da Educação para as nomeações, mas os mandatos agora repostos vencem nesta sexta-feira.

Sem as nomeações, o CNE poderia ficar com quórum comprometido para realizar as deliberações.

Foram nomeados 11 membros, e a conselheira Suely Menezes e do atual presidente do órgão, Luiz Roberto Liza Curi, foram reconduzidos.

O órgão é dividido em duas câmaras -educação básica e educação superior-, e as nomeações fizeram acenos aos chamados grupos ideológicos de apoio ao presidente.

Para a Câmara de Educação Básica, a lista inclui o olavista e ex-assessor do MEC Tiago Tondinelli, a diretora do sistema Batista de Educação, Valseni Braga, e o professor de história da UEL (Universidade Estadual de Londrina) Gabriel Giannattasio, admirado por olavistas.

LEIA MAIS: Cotado para o MEC, Alex Canziani aposta em gestão "técnica e com muito diálogo"

Também foram nomeados para essa câmara os professores Fernando Capovilla e Augusto Buchweitz, ambos com pesquisas na área de alfabetização, a vice-presidente da Federação Nacional de Escolas Particulares, Amábile Pácios, e o professor William Ferreira da Cunha.

Na Câmara de Educação Superior, Bolsonaro nomeou um dos nomes cotados para assumir o MEC, o reitor da Unoesc (Universidade do Oeste de Santa Catarina), Aristides Cimadon.

Também compõem a relação o dono da Unicesumar, Wilson de Matos Silva, o ministro do Superior Tribunal Militar José Barroso Filho, e o professor da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Anderson Luiz Bezerra da Silveira.

O CNE é responsável por diversas deliberações da educação, como diretrizes educacionais, curriculares e aprovações de cursos superiores.

Na gestão do ministro Ricardo Vélez Rodrigues, da qual Tondinelli fez parte, o MEC chegou a estudar a extinção do conselho. O órgão era chamado de "Conselho Soviético de Educação" pelos membros mais radicais da pasta.

O histórico de decisões do CNE, entretanto, indicam um alinhamento comum às políticas do MEC e às demandas do setor privado de ensino superior.
Paulo Saldaña - Folahpress
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Continue lendo
Confira lista
Veja quem são os candidatos a prefeito e vereador em Arapongas
29 SET 2020 às 18h33
Em Londrina
Coletivo de sindicatos faz carreata em defesa de servidores públicos
29 SET 2020 às 16h32
Eleições 2020
Confira todos os candidatos a prefeito e vereador em Rolândia
29 SET 2020 às 15h34
Esquecidos?
Secretaria Municipal do Trabalho tem mais de 200 carteiras de trabalho não retiradas
29 SET 2020 às 11h47
Oportunidade
Paraná tem 2.407 vagas ofertadas na semana pelas Agências do Trabalhador
29 SET 2020 às 11h43
Veja os números
Prefeitura divulga resultado dos 5 anos da Patrulha Maria da Penha em Londrina
29 SET 2020 às 11h29
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados