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Jefferson Rudy/Agência Senado
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'Os fatos falam por si'

'Brasil virou cemitério e isso não ficará impune', diz Renan sobre CPI 'dar em nada'

Folhapress
10 mai 2021 às 17:23
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O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é o relator da CPI da Covid-19, diz que o governo e senadores que apoiam Jair Bolsonaro (sem partido) estão equivocados quando dizem que as investigações da comissão vão "dar em nada".

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"Os fatos falam por si", afirma ele. "O Brasil virou o cemitério do mundo. O fato de terem transformado o Brasil nisso não ficará impune. Seria a desmoralização de todos nós da CPI", diz ele.

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Nesta segunda (10), a colunista do UOL Thaís Oyama revelou que o Palácio do Planalto acredita que a CPI "não vai dar em nada" e que a população estaria desinteressada do assunto.


A revelação reforça informação publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no fim do mês de abril, de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) tem afirmado a empresários e banqueiros que a CPI não dará em nada.


Em jantar em São Paulo com um grupo em que estavam representantes dos bancos Itaú, BTG e Bradesco, além de industriais, ele afirmou que, caso o relatório de Renan Calheiros seja contra o governo, os parlamentares da base de Jair Bolsonaro farão um documento alternativo, livrando o presidente de responsabilidade.

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"Se houver provas sobre os morticínios, haverá, sim, responsabilização", diz Renan Calheiros. "A CPI não é uma briga de governo e oposição. Nem de grupos ideológicos. Ela quer mostrar a verdade. E vai mostrar o que aconteceu e o que fizeram para salvar, ou não salvar, vidas", afirma o Renan Calheiros.


Ele diz que a população está, sim, interessada nos trabalhos da comissão. E que pesquisas mostram "que é aprovada por 70% da população".


Calheiros afirma ainda que a CPI já está tendo impactos positivos, como a aceleração do governo em busca de vacinas.
A comissão já tomou os depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e do atual comandante da pasta, Marcelo Queiroga.

Nesta semana, já estão marcados os depoimentos do ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten, que acusa o Ministério da Saúde de incompetente na compra de vacinas, e do ex-chanceler Ernesto Araújo.


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