Candidatos ao Governo do Paraná e ao Senado já somam R$ 33,7 milhões em despesas de campanha nas eleições de 2026. Os valores fazem parte da prestação de contas parcial disponibilizada pela Justiça Eleitoral e consideram os dados informados pelos candidatos até esta terça-feira (22).
Do total, R$ 18,3 milhões correspondem às despesas dos oito candidatos ao governo do Paraná listados no levantamento, enquanto os nove candidatos ao Senado registraram R$ 15,4 milhões em gastos. A prestação de contas parcial representa um cenário atual da movimentação financeira das campanhas e não necessariamente o custo final das candidaturas.
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Entre os candidatos ao governo, Sergio Moro (PL) informou R$ 7,89 milhões em despesas e declarou ter recebido R$ 11,3 milhões do partido, provenientes do Fundo Partidário e do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha).
Sandro Alex (PSD) declarou R$ 7,26 milhões em gastos. O candidato recebeu R$ 3,45 milhões do PSD e outros R$ 3,5 milhões do PP, também em recursos provenientes dos fundos públicos destinados às campanhas e aos partidos.
Requião Filho (PDT) declarou R$ 2,94 milhões em despesas e recebeu R$ 11 milhões do PDT, entre recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial. Confira abaixo o ranking dos gastos dos candidatos ao governo do Paraná.
Ranking candidatos ao governo
1. Sergio Moro (PL) — R$ 7.893.971,42 em despesas
2. Sandro Alex (PSD) — R$ 7.260.002,14 em despesas
3. Requião (PDT) — R$ 2.942.803,76 em despesas
4. Luiz França (Missão) — R$ 116.327,60 em despesas
5. Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza) — R$ 33.980,50 em despesas
6. Samuel de Mattos (PSTU) — R$ 23.143,70 em despesas
7. Tayná Miess (UP) — R$ 18.413,62 em despesas
8. Adriano Funileiro (PCO) — R$ 0 em despesas
Senado
Entre os candidatos ao Senado, Deltan Dallagnol (Novo) declarou R$ 3,79 milhões em despesas e recebeu R$ 2,9 milhões do partido, considerando recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial.
Alexandre Curi (Republicanos) informou R$ 3,29 milhões em gastos e recebeu R$ 2,87 milhões do Republicanos, entre recursos dos dois fundos públicos.
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Gleisi Hoffmann (PT) informou R$ 3,16 milhões em despesas e recebeu R$ 4 milhões do PT por meio do Fundo Especial. Cristina Graeml (PSD) registrou R$ 2,78 milhões em gastos e recebeu R$ 3,5 milhões do partido, também pelo Fundo Especial.
Filipe Barros (PL) declarou R$ 1,47 milhão em despesas e recebeu R$ 3,8 milhões do PL pelo Fundo Especial. Dr. Rosinha (PT) informou R$ 864 mil em gastos e recebeu R$ 1,09 milhão do PT, também pelo Fundo Especial. Confira abaixo a relação completa dos candidatos ao Senado.
Ranking candidatos ao Senado
1. Deltan Dallagnol (Novo) — R$ 3.795.383,87 em despesas
2. Alexandre Curi (Republicanos) — R$ 3.290.159,67 em despesas
3. Gleisi Hoffmann (PT) — R$ 3.169.800,56 em despesas
4. Cristina Graeml (PSD) — R$ 2.782.803,69 em despesas
5. Filipe Barros (PL) — R$ 1.473.687,61 em despesas
6. Dr. Rosinha (PT) — R$ 864.059,90 em despesas
7. Karen Guerreiro (Missão) — R$ 12.126,95 em despesas
8. Joaquim do MLB (UP) — R$ 0 em despesas
9. Marcelo Marcelino (PCO) — R$ 0 em despesas
Fundo Partidário e Fundo Especial
Apesar de ambos serem recursos públicos e poderem financiar campanhas, o Fundo Partidário e o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), conhecido como Fundo Eleitoral, têm finalidades e regras diferentes.
O Fundo Partidário foi criado para financiar a manutenção e as atividades permanentes dos partidos, como despesas administrativas e serviços. Os recursos são repassados mensalmente às legendas e também podem ser utilizados em campanhas eleitorais, conforme as regras estabelecidas pela legislação.
Já o FEFC é destinado exclusivamente ao financiamento de campanhas eleitorais e é distribuído somente em anos de eleição. Em 2026, o fundo teve R$ 4,96 bilhões destinados às campanhas, com os valores distribuídos aos partidos de acordo com critérios previstos na legislação eleitoral.
A distribuição do FEFC entre os partidos considera diferentes critérios, incluindo votação obtida pelas legendas na eleição para a Câmara dos Deputados e o número de representantes no Congresso Nacional. Depois de receber os recursos, cada partido define os critérios para distribuí-los entre seus candidatos, dentro das regras eleitorais.