O coletivo de sindicatos de Londrina quer que a Câmara Municipal de Londrina (CML) leve a representação contra o vereador Filipe Barros (PRB), relativa ao episódio em que ele xingou manifestantes de vagabundos na greve geral de 28 de abril, seja levada a plenário, e não para a Comissão de Ética, conforme encaminhamento da Mesa Diretora. Para os sindicatos, a gravidade da falta de Barros devia ser analisada pelo plenário.
Representantes de 15 sindicatos se reuniram na tarde desta quarta-feira (7) com o presidente do Legislativo, Mario Takahashi (PV), para fazer a solicitação, mas o parlamentar adiantou que há impedimentos regimentais para atender ao pedido.
Na última quinta-feira (1º), a Mesa Diretora da CML seguiu parecer jurídico e encaminhou para a Comissão de Ética a representação protocolada pelo estudante Pedro Henrique Linares Gil contra Barros por "Suposta ofensa verbal a manifestantes de movimento paredista em 28 de abril de 2017". No dia do encaminhamento, enquanto a Mesa se reunia, o coletivo sindical apresentou nova denúncia, mas relativa ao mesmo fato: "Procedimento incompatível com o decoro parlamentar por ofensas verbais contra participantes do movimento grevista, realizado no dia 28 de abril de 2017 no Centro de Londrina, com a divulgação das agressões em redes sociais, além de incitação à violência física e à prática de bullying", conforme consta no site da CML.
O coletivo sindical, entretanto, quer que a Comissão de Ética devolva para a Mesa a representação de Linhares Gil para que seja submetido ao plenário. O motivo é o receio de que, aplicada uma penalidade mais branda ao parlamentar, a CML fique impedida de apurar ou punir o vereador pela mesma ocorrência, já que os sindicatos pedem a cassação do mandato.
O receio do coletivo tem precedente recente. O vereador Boca Aberta (PR) já se livrou de uma punição mais grave pedida por médicos em relação às chamadas "Blitz da Saúde", ocorridas em janeiro deste ano. No início de maio, o pedido foi arquivado porque o vereador já havia sido punido pela Comissão de Ética com uma advertência por escrito, com base em representação da enfermeira Regina Amâncio pelos mesmos fatos.
(Atualizado às 20:14)