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Colombianos vão às urnas para eleições legislativas

Agência Estado
09 mar 2014 às 09:24

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Colombianos se dirigem às urnas neste domingo para votar nas eleições legislativas, consideradas por alguns como um referendo sobre as negociações de paz com guerrilhas e a corrida presidencial de maio deste ano. As conversas que o presidente José Manuel Santos manteve com os rebeldes dominaram o cenário político no país desde o fim de 2012, quando foram iniciadas em Cuba.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), um dos grupos insurgentes mais antigos da América Latina, estão em guerra com o Estado há 50 anos. Santos busca um segundo mandato e seu governo constituído por uma coalizão de três partidos deve manter o controle de ambas as câmaras do Congressos. Isso é essencial para o processo de paz, apoiado pela maioria dos colombianos.


"É altamente provável que o presidente mantenha uma forte maioria", observou Sandra Borda, professora de Ciência Política da Universidade dos Andes, em Bogotá. De acordo com ela, os esforços de paz são a chave. "Embora muitos colombianos tenham dúvidas quanto ao processo, eles não iriam tão longe a ponto de rejeitá-lo. Eles não querem que (a negociação) acabe", disse.


A grande questão, contudo, será como o antecessor de Santos, Alvaro Uribe, se sairá na busca por uma vaga no Senado. Conservador, Uribe ainda é popular por sua luta contra as Farc enquanto esteve no poder entre 2002 e 2010. Com o slogan "Não à impunidade", ele é o primeiro ex-presidente colombiano que busca uma vaga no Senado, a partir da qual pretende desafiar o curso das conversações de paz.


Seu novo partido, o Centro Democrático, deve ganhar apenas cerca de 14% dos votos, o que significa apenas 19 dos 102 assentos no Senado. Uribe acusa Santos, seu ex-ministro de Defesa, de traição por tornar as Farc em "atores políticos" em Havana, onde as negociações foram iniciadas.

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"Será muito difícil impedir uma ratificação do acordo de paz, mas se esses acordos forem votados em um referendo, uma voz dissonante como a de Uribe pode ressoar poderosamente", disse Luis Guillermo Patino, cientista político da Universidade Pontifícia Bolivariana de Medellin. Fonte: Dow Jones Newswires.


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