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Coordenador de mobilização do PSB também deixa campanha de Marina Silva

Agência Estado
21 ago 2014 às 20:56

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Além do coordenador-geral da campanha do PSB à Presidência da República, Carlos Siqueira, o coordenador de mobilização e articulação da campanha, Milton Coelho, também anunciou ao presidente da sigla, Roberto Amaral, que deixará a coordenação. Membro da Executiva Nacional do PSB, Coelho disse que, sem Eduardo Campos, seu "compromisso com a coordenação da campanha acabou". "Meu compromisso era com o Eduardo", resumiu o pessebista.

Coelho disse que já vinha conversando com os dirigentes do PSB sobre sua saída. Ele não quis dar mais justificativas sobre a decisão, mas destacou que não deixará a Executiva da legenda. Mais cedo, Siqueira causou a primeira crise da campanha, agora com a ex-senadora Marina Silva na cabeça de chapa. Siqueira acusou Marina de "mandar no partido" e disse que a candidata está "longe de representar o legado" de Eduardo Campos.


Vice pode assumir função


O candidato à vice-Presidência da República na chapa liderada por Marina Silva, deputado federal Beto Albuquerque (PSB), atribuiu a saída do coordenador de campanha do partido, Carlos Siqueira, a um "pequeno desentendimento" e disse que pode assumir a função temporariamente, até a sigla encontrar um nome de consenso para a tarefa.


Em entrevista coletiva em Porto Alegre, nesta quinta-feira, Albuquerque lembrou que, desde a morte de Eduardo Campos, que concorreria à Presidência, há uma semana, todos os integrantes da coligação estão extenuados pela busca inicial dos corpos, velório, sepultamento e, posteriormente, tratativas políticas, dormindo menos de quatro horas por noite. "Neste momento de tensão houve um atrito, vencível", justificou. Referindo-se à reunião de quarta-feira à tarde, lembrou que "Marina não ofendeu ninguém, é uma mulher delicada e generosa".


Admitiu ainda que, assumindo a condição de candidata, Marina queira ter algumas pessoas de sua confiança em áreas estratégicas de sua campanha. "Isso foi compreendido errado, a meu juízo, pelo Carlinhos, que eu prezo imensamente, e ele se estressou com aquela nossa reunião", avaliou, afirmando que "isso está resolvido".

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"Vamos escolher um coordenador. Eu posso até assumir interinamente essa coordenação, até que a gente resolva", afirmou. "O que está em jogo é mudar o Brasil e não vamos nos perder em intrigas de uma ou outra pessoa. Esse assunto para nós é assunto resolvido". Albuquerque ressalvou, no entanto, que sua disposição para a tarefa é transitória, porque logo terá de viajar muito, em campanha, por todo o País.


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