O deputado estadual Felipe Francischini (Solidariedade) negou, em vídeo publicado no Facebook nesta sexta-feira (13), ter chamado os manifestantes que ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) entre terça (10) e quinta-feira (12) de "burros" e "imbecis".
O parlamentar, filho do secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Francischini, teria xingado os servidores momentos antes da ocupação da Alep. Vídeo publicado nas redes sociais nos últimos dias mostra o deputado criticando o protesto, chamando os manifestantes de "comprados" e relacionando o ato ao Partido dos Trabalhadores (PT).
No vídeo publicado hoje, Francischini afirma que foi alvo de uma montagem. "Na verdade eu falei mal desses petistas que roubaram o nosso país e que, com esses vídeos e essas mentiras, não vão me fazer parar. Vou investigar cada vez mais por que o nosso país não pode perder para a corrupção e para esse bando de vagabundo que se instalou no Governo Federal", disparou o parlamentar.
O vídeo de hoje foi publicado no perfil do Facebook do pai do deputado. Fernando Francischini legendou a publicação com a seguinte mensagem: "Felipe Francischini responde à montagem de vídeo feita pela vagabundagem do PT infiltrada na Assembleia. Requião NÃO tem razão! OBS: Não botei este menino no mundo pra afrouxar pra bandido! Rsrs".
Outro lado
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, deputado Ênio Verri, comunicou que deve entrar com medidas judiciais contra Felipe Francischini. Em nota, o deputado respondeu o comunicado do petista: ""Espero que o deputado federal Ênio Verri tenha coragem de processar também os petistas envolvidos no Mensalão e os que assaltaram os cofres da Petrobras".
(Atualizado às 18h48)