Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Votação nesta terça

Deputados criam força-tarefa para buscar alternativa à redução da maioridade

Agência Estado
29 jun 2015 às 22:29

Compartilhar notícia

Reprodução
siga o Bonde no Google News!

Deputados contrários à redução da maioridade penal formaram uma força-tarefa para buscar alternativas ao texto aprovado na comissão especial da Câmara e que deve começar a ser votado nesta terça-feira (30), no plenário da Casa. A intenção dos parlamentares é reverter a atual tendência de aprovação, evitando que o PMDB, junto com o PSDB e a chamada "bancada da bala" consigam os 308 votos necessários para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O texto, aprovado com folga há duas semanas no colegiado formado na Câmara para discutir o tema, reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos (como estupro e sequestro), homicídio doloso (com intenção de matar), tráfico de drogas, lesão corporal grave, lesão corporal seguida de morte e roubo com causa de aumento de pena, como o uso de arma, a participação de mais de uma pessoa ou quando a vítima sofre lesão ou morre. A proposta dispensa a necessidade de decisão judicial para afastar a inimputabilidade do menor.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Esta versão do texto foi costurada após acordo entre PMDB e PSDB, o que resultou em uma proposta mais branda que a inicial, que previa redução para qualquer tipo de crime. A modificação na Constituição conta com apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Não há consenso sobre o tema nem mesmo nas bancadas dos partidos que fizeram o acordo. Contrários ao texto estão PC, PC do B e PSOL, além de integrantes de outras legendas.


"Com tranquilidade não, mas eu acho que passa. Se o governo não entrou pesado com o toma lá, dá cá, a opinião popular, a opinião dos deputados, já era de aprovação", afirmou o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), coronel da reserva da Polícia Militar e integrante da "bancada da bala".


A proposta prevê que os maiores de 16 e menores de 18 anos cumprirão a pena em estabelecimento separado dos demais. Também prevê que União e Estados terão de criar os estabelecimentos para o cumprimento das penas.


Cada partido reunirá sua bancada nesta terça-feira, antes da votação. Na noite desta segunda, 29, estava prevista uma reunião dos 25 deputados que formaram um grupo de trabalho contrário à redução. Eles traçariam a estratégia parlamentar a ser adotada durante a votação, o que deve incluir medidas de obstrução e apresentação de emendas.


No trabalho de convencimento, os parlamentares têm conversado com seus colegas e distribuído pesquisas. Uma das propostas que deve ser apresentada é um projeto de lei para alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampliando o período de internação de três para nove anos e dobrando a pena do adulto que induz ou acompanha menor de idade na prática de crime. Hoje, esta pena é de, no máximo, quatro anos.


"É sim ou não (na votação desta terça). Só vamos dizer que queremos o jovem de crimes com sangue na cadeia por mais tempo, mas pela mudança do ECA, que já tem uma comissão formada. Em 60 dias a população vai ver que o jovem não vai ficar (recolhido) três anos. Vai ficar oito, nove anos", disse Darcísio Perondi (PMDB-RS), que nos últimos dias conversou individualmente com seus colegas.


No Senado, há outras propostas de alteração do ECA, inclusive aquela defendida pelo Planalto. O texto defendido pelo governo é o relatório do senador José Pimentel (PT-CE) sobre proposta apresentada pelo tucano José Serra (SP). Pelo texto de Pimentel, o período de internação é ampliado apenas em casos de crimes hediondos praticados com violência ou grave ameaça. A proposta é semelhante àquela apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O texto de Serra defendia a ampliação para dez anos.

Cadastre-se em nossa newsletter

O relatório prevê ainda que a internação deve ser cumprida em estabelecimento específico ou em ala especial, assegurada a separação dos demais internos. Quanto à pena para o adulto que induz ou acompanha menor de idade na prática de crime, o texto de Pimentel é mais brando que aquele apresentado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). Enquanto o texto do tucano triplica a pena para o maior de idade, o do senador petista dobra. Assim, a pena máxima para o aliciador, que hoje é de quatro anos, vai a oito anos, segundo o substitutivo de Pimentel. O texto do petista também estabelece prisão de um a quatro anos para quem facilitar a fuga de menor infrator.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas