Em ano de Copa do Mundo, El Niño aprontando com mais força e o ano rumo aos meses que encerrarão 2026, admita que você também talvez tenha começado a se importar mais com as Eleições 2026 nas últimas semanas. E, entre as novidades na segurança das urnas eletrônicas e tretas diplomáticas com Estados Unidos e Argentina, o que mais tem chamado a atenção é o uso da Inteligência Artificial Generativa para criar deepfakes muito convincentes.
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A criação de conteúdos sintéticos hiper-realistas expõe o eleitorado ao risco de manipulação de mídia. E isso torna a verificação de fatos torna-se indispensável para analisarmos melhor o cenário e as propostas de cada candidato; e, claro também para garantir a integridade do processo democrático.
O uso indevido de deepfakes de áudio e vídeo permite simular falas falsas de candidatos com precisão.
A automação em massa de mensagens polariza o eleitorado de forma artificial. Plataformas de mensagem instantânea e redes sociais disseminam montagens capazes de distorcer o debate público. O efeito mina a confiança nas instituições e prejudica a escolha consciente no voto.
Estratégias de manipulação e legislação eleitoral
Agentes mal-intencionados utilizam clonagem de voz e robôs para simular apoios ou desistências de candidaturas. O envio automatizado atinge públicos específicos para espalhar dados falsos sobre locais de votação. Essas operações operam na obscuridade e exploram o imediatismo das redes sociais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou a matéria por meio da Resolução nº 23.755/2026.
Exemplos comuns envolvem áudios de políticos confessando ilícitos ou vídeos de apoio forjado entre adversários. Em 2024 e no pleito atual, falsas declarações de desistência foram clonadas para confundir o eleitorado. O vazamento de áudios fora de contexto e simulados via software exige cautela redobrada.
| Elemento analisado | Sinais de manipulação por IA |
| Áudio e voz | Pausas robóticas, falta de respiração natural, variação metálica no tom. |
| Vídeo e imagem | Piscadas não naturais, desalinhamento nos dentes, iluminação ou sombras desconexas. |
| Contexto e movimento | Bordas desfocadas ao redor do rosto, fusão imperfeita de acessórios e mãos estranhas. |
Como evitar contaminação e infos básicas sobre o pleito
Se você receber uma notícia bombástica, não repasse imediatamente. Dá para pesquisar a mesma imagem no próprio serviço de busca da internet para saber de onde ela saiu. Na dúvida, consulte a página
Outra atitude importante é não espalhar mensagens que tentem provocar raiva ou pânico sem você ter certeza de onde vieram. Caso encontre um conteúdo nitidamente manipulado para enganar os leitores, faça a denúncia no aplicativo Pardal, mantido pela Justiça Eleitoral. Ter um pé atrás é o melhor caminho.
O primeiro turno ocorre no dia 4 de outubro e, caso seja necessário, o segundo turno será no dia 25 de outubro.
Você vai precisar escolher candidatos para seis cargos diferentes, seguindo esta ordem exata na urna:
Deputado federal
Deputado estadual ou distrital
Senador - 1ª vaga
Senador - 2ª vaga
Governador
Presidente da República
No dia de votar, lembre-se de levar um documento oficial com foto (como RG, CNH ou passaporte) e o aplicativo e-Título instalado no celular. Levar a famosa "colinha" em papel com os números digitados ajuda muito na hora de digitar na urna e evita confusão entre tantas escolhas.