A Corregedoria-Geral do Município de Londrina concluiu, nesta semana, sindicância aberta para investigar denúncia de que fiscais da Secretaria Municipal de Obras teriam cobrado propina para liberar alvarás e Habite-se para construções irregulares do jardim Colúmbia (zona oeste).
Segundo o corregedor-geral do Município, Alexandre Trannin, a sindicância não conseguiu comprovar o pedido de propina, mas ficou claro, segundo ele, que os servidores 'aceleraram' a liberação dos alvarás para as construções, que estariam fora dos padrões para a obtenção das autorizações. "Para a esfera administrativa, as supostas condutas irregulares alcançam infrações, que, independentemente da cobrança de propina, podem causar a demissão dos envolvidos", explicou o corregedor.
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Foram investigados três fiscais e um funcionário do setor administrativo da Secretaria de Obras. Ainda segundo Trannin, os procedimentos adotados pelos servidores para a liberação do Habite-se às obras do Colúmbia foram diferentes dos usuais. "As informações dos imóveis constadas nos processos também diferem das reais", observou.
O resultado da sindicância será publicado ainda nesta sexta-feira (10). O corregedor quer que o município instaure um processo administrativo para investigar os servidores.
Vale lembrar que os imóveis do jardim Colúmbia também foram alvo das investigações da chamada Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás. O relatório final dos trabalhos da comissão será entregue até o final da tarde de hoje ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD).