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Reunião com Lula

Governadores não fecham acordo sobre reforma tributária

Redação - Folha de Londrina
22 jul 2003 às 21:20
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Os governadores, reunidos nesta terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não chegaram a um acordo sobre as mudanças que propuseram na reforma tributária. A negociação, entretanto, não está interrompida.

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Segundo o porta-voz da Presidência, André Singer, haverá "várias outras negociações". Um novo encontro, ainda sem data definida, deverá discutir a CPMF e a criação de um fundo para desenvolvimento regional. Os dois temas discutidos com Lula foram o fundo de compensação para os Estados exportadores e a repartição da Cide (imposto federal sobre combustíveis).

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Ainda de acordo com Singer, o presidente teria ficado satisfeito com o encontro e que a reunião serviu para reafirmar o compromisso dos governadores com a reforma.


O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), um dos mais insatisfeitos com o resultado da negociação, disse que se as reivindicações dos Estados não foram atendidas, prefere deixa o sistema tributário como está.


"Estamos no limite de nossa governabilidade. Se a reforma não garantir a neutralidade que a sociedade não ganhar e se os governadores perderem, é melhor deixar as coisas como estão. Se não ganharmos com a repartição da Cide, e da CPMF, e se não tivermos um fundo, e tivermos a possibilidade de perder, temos de avaliar isso [se os governadores continuarão a apoiar as reformas]", disse Perillo.

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Mais cauteloso, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou que quer aguardar com cautela as negociações feitas hoje, mas que a última palavra será do Congresso Nacional.


"Confio em especial na sensibilidade do presidente da República. Para o país é fundamental que prossiga essa parceria. E parceria pressupõe vialibilidade para governabilidade dos 27 Estados", disse o governador de Minas.

Os governadores Aécio Neves, Wilma de Faria (PSB-RN), Germano Rigotto (PMDB-RS), Marconi Perillo e Eduardo Braga (PPS-AM) vieram pedir parte dos recursos arrecadados pela Cide (imposto federal sobre o consumo de combustíveis) e pela CPMF (imposto sobre movimentação bancária) e a formatação de um fundo de compensação para os Estados exportadores.


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