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Juiz auxiliar de Rosa Weber defende prisão em 2ª instância

Agência Estado
26 mai 2018 às 11:12

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Dorivan Marinho/SCO/STF
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Com um voto incerto no Supremo Tribunal Federal na discussão sobre o cumprimento de pena após condenação em segunda instância, a ministra Rosa Weber levou para auxiliá-la um juiz considerado uma das referências no tema - Fernando Brandini Barbagalo, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Barbagalo é autor do livro Presunção de inocência e recursos criminais excepcionais: Em busca da racionalidade no sistema processual penal brasileiro, publicado em 2015. Na obra, Barbagalo diz que a apresentação de recursos não deve provocar a suspensão imediata da execução da pena.

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Para ele, o condenado em segunda instância pode até tentar obter uma decisão que impeça o cumprimento da pena, mas o possível efeito suspensivo teria de ser analisado caso a caso, de acordo com os argumentos do recurso. "Não se pode ser arrogante e se pensar infalível, 'ordenando cega e automaticamente a detenção do acusado', mas não se pode ser ingênuo e tolerar toda hipótese de manobra processual tendente a burlar o escopo da jurisdição", afirma, na conclusão do livro.


A obra chegou a ser citada pelo ministro Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017 em acidente aéreo, durante julgamento em 2016 de um habeas corpus no qual o STF iniciou a mudança na jurisprudência.


Em artigos publicados na imprensa, o juiz também elogiou o posicionamento adotado pelo Supremo em 2016, pelo cumprimento de pena após a condenação em segunda instância. "A decisão em questão recupera a autoridade das decisões das chamadas instâncias ordinárias do Poder Judiciário, proporciona uma maior efetividade da jurisdição penal e diminui a sensação de impunidade", disse, em artigo no site do TJ-DFT.


Há no Supremo uma divisão entre os 11 ministros - atualmente são cinco votos a favor e cinco contra o início da pena após condenação em segunda instância. Rosa tem seguido o entendimento pelo cumprimento da pena após a condenação em segunda instância, mas sua posição pessoal é outra.


Em abril, ela rejeitou habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato. Apesar de votar "em nome da colegialidade", disse ter opinião pessoal no sentido contrário, lembrando que em 2016 ficou vencida.

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Como juiz instrutor de Rosa, Barbagalo está encarregado de conduzir pelo menos três inquéritos. Um deles, aberto após a delação da Odebrecht, investiga o deputado Marco Maia (PT-RS), o ministro Eliseu Padilha (MDB-RS) e mais três pessoas. Procurados, Barbagalo e Rosa Weber não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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