O prefeito Alexandre Kireeff sancionou a Lei nº 12.482, em 26 de dezembro de 2016, de autoria da vereadora Lenir de Assis (PT), que dispõe sobre a proibição da concessão de alvará e ou licença, tráfego de veículos em vias públicas de competência municipal, uso e queima de gases na atmosfera de competência municipal com a finalidade de exploração e/ou exploração de gases e óleos não convencionais (gás de xisto, shale gas, tight oil e outros) pelo método de faturamento hidráulico - Fracking e refraturamento hidráulico - Re-fracking e dá outras providências. A lei prevê multa diária de R$ 1 milhão aos infratores da lei.
A fratura hidráulica é uma prática utilizada por companhias de petróleo e gás para aumentar suas produções e tem gerado muita polêmica. Este tipo de extração agride o meio ambiente por se tratar de um processo que consiste na perfuração e injeção de fluídos químicos no solo para elevar a pressão, fazendo com que haja fratura das rochas e a liberação do gás natural.
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Nos fluídos usados existem cerca de 700 produtos tóxicos, incluindo agentes cancerígenos. O método ainda pode causar mudanças climáticas e até abalos sísmicos. O potencial de existência de gases, na região, foi levantado, este ano, por uma empresa de pesquisa geológica do Rio de Janeiro, que analisou o solo, principalmente dos distritos londrinenses.