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De olho em 2010

Londrinense pode assumir comando nacional do PT

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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Com dificuldade para encontrar candidato, o PT vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril, que libere seu chefe de gabinete, o londrinense Gilberto Carvalho, para comandar o partido. O movimento, capitaneado por dirigentes da legenda e deputados da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) - tendência de Lula no mosaico ideológico do PT -, é mais um capítulo da novela em que se transformou a disputa na seara petista.

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A eleição para a escolha do homem que vai substituir o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e comandar a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, está marcada para novembro. A inscrição das chapas será quatro meses antes, mas até agora Lula resiste em abrir mão do auxiliar. Motivo: na expectativa de eleger Dilma em 2010, ele avalia que seu braço direito no Planalto é o petista mais indicado para ajudar Dilma dentro do governo, fazendo a "ponte" com o PT.

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"O presidente insiste para que eu continue aqui", disse Carvalho ao Estado. "Ele acha que não tenho perfil para ocupar a presidência do PT, pois é preciso alguém com mais visibilidade para articular as alianças eleitorais." Diante do impasse, Lula escalou o ex-ministro José Dirceu - abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005 - para conversar com aliados nos bastidores e atrair os partidos da base, do PMDB ao PSB, em torno da campanha de Dilma.


Adesões
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, defendeu a indicação de Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para dirigir o Partido dos Trabalhadores (PT). "Se o presidente Lula liberar ele é o nome do partido", afirmou Dulci, ao dizer que Carvalho é "querido e respeitado" no PT.

Assim que fez esta afirmação, Dulci se encontrou com Carvalho e se dirigiu a ele, avisando: "Acabei de declarar o meu apoio político a você". Carvalho imediatamente indagou se Dulci também não seria um bom nome para o cargo, em substituição da Ricardo Berzoini. "Ele não é um bom presidente?", disse Carvalho, se dirigindo ao ministro. Embora defenda a candidatura de Carvalho para presidir a legenda, Dulci reconheceu que seu nome não representa uma unanimidade internamente. "Sempre há um ou outro (resistente à sua candidatura)."


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