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Protesto nesta sexta-feira

Manifestantes buscam revogar eleição para o TCE-PR

Mariana Franco Ramos - Redação Bonde
19 jul 2013 às 10:17

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Um grupo que se organiza por meio da rede social Facebook marcou para a tarde desta sexta-feira (19), em Curitiba, um protesto contra a eleição do agora ex-deputado estadual Fábio Camargo (PTB) para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR). Intitulada "Acorda, Paraná", a manifestação acontece a partir das 17h, em frente à sede do órgão, na Praça Nossa Senhora de Salette, no bairro Centro Cívico. Até o início da manhã de hoje, 948 pessoas já tinham confirmado presença.

Os organizadores são contrários à escolha de políticos para ocupar o cargo, que possui remuneração mensal de R$ 25.323,50. Com 27 votos de 54 possíveis, Camargo derrotou o também parlamentar Plauto Miró (DEM), que recebeu 22 votos, na última segunda-feira.


O número de votos recebidos também causou polêmica. "Para esta eleição é necessário maioria mínima, ou seja, 50% dos votos mais um, o que não ocorreu. Isto posto, o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), ao invés de fazer valer o regimento, ausentou-se repentinamente, deixando a bomba para o governador assinar e à opinião pública restou protestar", diz trecho da descrição do evento.


O TCE-PR é responsável por aprovar as contas do Governo do Estado e dos 399 municípios paranaenses. O órgão possui sete conselheiros. Destes, três são indicados pelo chefe do Poder Executivo e quatro escolhidos pela Assembleia Legislativa (Alep). A vaga foi aberta após a aposentadoria compulsória do ex-deputado Hermas Brandão, que atingiu a idade limite de 70 anos. Como Brandão foi eleito pela Alep, conforme o regimento, o mesmo deveria ocorrer com o novo conselheiro.


Além dos políticos, concorriam ao posto 38 profissionais, como advogados, técnicos do TCE-PR e professores. O eleito é também filho do presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-PR), Clayton Camargo.

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Os ativistas pedem para que todos levem faixas, cartazes e que participem do protesto de forma pacífica e afirmativa. Uma carta deve ser criada, além de petição legal para tentar interromper o processo de eleição.


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