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Meirelles: Previdência dependerá da questão do Rio

Agência Estado
23 fev 2018 às 07:07

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José Cruz/Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma da Previdência vai ser votada logo após o fim da intervenção militar no Rio. "A minha avaliação, do presidente (Michel Temer) e do ministro (Carlos) Marun é de que temos uma reforma da Previdência que vai ser votada apenas após se encerrar a intervenção", disse o ministro, em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, na noie desta quinta-feira, 22.

Questionado se a votação da proposta deve acontecer ainda neste ano, Meirelles não deu certeza. "Vai depender totalmente da questão do Rio de Janeiro. Se o problema agudo de segurança for solucionado para que a intervenção seja encerrada para ser votada a reforma ainda em 2018, ótimo. Agora, se o Rio demandar mais tempo de intervenção, a reforma da Previdência vai ser feita no próximo governo", explicou.

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Apesar da intervenção já estar em andamento, Meirelles disse que o governo ainda não tem uma estimativa de gastos com a operação, mas reforçou que não será necessária a criação de um novo imposto. "Não há previsão de impacto no Orçamento do governo com a intervenção no Rio. A meta será cumprida nesse ano e sem nenhuma alteração", disse.

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Meirelles admitiu problema de comunicação na apresentação das propostas lançadas pelo governo, logo após a paralisação da Previdência, que não seriam "uma lista de novos projetos". O anúncio criou um atrito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que chegou a chamar as medidas de "café velho e frio". "É uma discussão legítima. Mas o importante é que são projetos prioritários, importantes e a maior parte deles já está em andamento no Congresso", disse.


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