As Promotorias Especializadas de Proteção ao Patrimônio Público e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina ajuizaram ação civil pública contra 23 pessoas físicas e jurídicas por irregularidades na compra de uniformes escolares para estudantes da rede pública municipal de ensino.
Na ação, assinada pelos promotores Leila Voltarelli, Renato de Lima Castro, Claudio Esteves e Jorge Fernando Barreto da Costa, o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) é citado como "grande articulador do esquema de corrupção" totalizado em R$ 9,4 milhões, sendo R$ 4,5 milhões de superfaturamento.
Segundo o Ministério Público, Barbosa dirigiu as ações dos demais envolvidos no esquema. "Tudo de forma que, como líder, não ficasse exposto a riscos de descoberta de seu concurso para os atos ilícitos", diz trecho da ação.
O ex-prefeito teria recebido R$ 440 mil em propina, além de colaborar para o enriquecimento ilícito do ex-vice-prefeito José Joarquim Martins Ribeiro e do ex-secretário Lindomar Mota dos Santos no valor de R$ 100 mil.
Atualizados, os valores de propina do esquema chegam a R$ 589 mil.
A ação do Ministério Público exige a devolução aos cofres públicos de todo o valor que lhes foi pago. Além disso, foi requerida a indisponibilidade de bens dos 23 citados na ação.