Coordenadores de campanha e emissoras de rádio e televisão reuniram-se na manhã desta quarta-feira, no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para tratar da propaganda eleitoral gratuita, que começa a ser veiculada no próximo dia 19. O resultado da reunião desagradou os representantes das campanhas mais modestas que prevêem dificuldade para entregar seus programas dentro das regras que foram estabelecidas. A maior bronca é sobre o formato do programa de TV e a exigência de entrega em mãos das inserções da rádio.
O coordenador de campanha do Psol, Guilherme Daldin, foi o porta-voz dos insatisfeitos. Ele alega que as exigências vão segregar ainda mais as campanhas milionárias das demais, que dificilmente terão condições de entregar todo o material. "O formato do material de TV definido foi o XDCAM, que, hoje, só uma emissora de TV usa no Estado (a RPCTV). É um material, pelo menos três vezes mais caro que o DVCAM, utilizado pela maioria das emissoras e por nossa equipe", reclamou. "Esse custo tem um grande impacto nas campanhas que não contam com doações dos grandes empresários", acrescentou.
A questão das inserções de rádio gera ainda mais revolta no coordenador do Psol. "São cerca de 500 rádios no Estado e querem que entreguemos em mãos. Nosso partido ainda não está estruturado em todos os municípios. É impossível", contou. "A campanha do PSDB já tem 230 inserções e nós, apenas 22. Agora, vão aumentar ainda mais essa diferença. Os programas são em formato MP3, seria tão simples mandar por email ou qualquer outra forma de compartilhamento virtual", acrescentou, dizendo que, se a regra for mantida, acionará os candidatos a deputado para que distribuam os programas em suas regiões. "Onde não tivermos candidatos nas proporcionais, paciência".
O coordenador de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral, Mardem Machado, informou que haverá uma nova reunião na sexta-feira para tentar se chegar a um acordo, principalmente acerca da distribuição das inserções de rádio. "A Legislação determina a entrega de uma cópia em cada emissora, mas tanto o TRE quanto os partidos já concordaram em flexibilizar essa regra, permitindo o envio por email, por exemplo. Falta acordar com as emissoras, que levantaram algumas preocupações quanto à segurança do recebimento dos dados", explicou.
Já sobre o formato do programa de TV, Machado não vê alternativa. "A legislação determina que o programa seja entregue no formato utilizado por cada emissora. Aqui no Paraná, as cinco redes de televisão formaram um pool para transmitirem juntos todos os programas, ao invés de ser uma semana em cada, como nos outros anos. E o equipamento utilizado para a edição será o da RPCTV, que usa esse formato", argumentou. "Se o custo vai aumentar, eles terão a facilidade de entregar sempre em um mesmo local e em um mesmo formato e não ir, a cada semana, em uma emissora diferente, com material em uma mídia diferente, inclusive a XDCAM quando fosse a vez da RPC", concluiu.
Durante toda a campanha eleitoral, RPCTV, Rede Massa, Band, RIC e CNT transmitirão a propaganda eleitoral de um centro de transmissão montado na sede do TRE, com equipamentos e funcionários das cinco emissoras trabalhando juntos. Foi um acordo firmado entre as emissoras para facilitar o serviço e reduzir custos.
O coordenador de campanha do Psol, Guilherme Daldin, foi o porta-voz dos insatisfeitos. Ele alega que as exigências vão segregar ainda mais as campanhas milionárias das demais, que dificilmente terão condições de entregar todo o material. "O formato do material de TV definido foi o XDCAM, que, hoje, só uma emissora de TV usa no Estado (a RPCTV). É um material, pelo menos três vezes mais caro que o DVCAM, utilizado pela maioria das emissoras e por nossa equipe", reclamou. "Esse custo tem um grande impacto nas campanhas que não contam com doações dos grandes empresários", acrescentou.
A questão das inserções de rádio gera ainda mais revolta no coordenador do Psol. "São cerca de 500 rádios no Estado e querem que entreguemos em mãos. Nosso partido ainda não está estruturado em todos os municípios. É impossível", contou. "A campanha do PSDB já tem 230 inserções e nós, apenas 22. Agora, vão aumentar ainda mais essa diferença. Os programas são em formato MP3, seria tão simples mandar por email ou qualquer outra forma de compartilhamento virtual", acrescentou, dizendo que, se a regra for mantida, acionará os candidatos a deputado para que distribuam os programas em suas regiões. "Onde não tivermos candidatos nas proporcionais, paciência".
O coordenador de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral, Mardem Machado, informou que haverá uma nova reunião na sexta-feira para tentar se chegar a um acordo, principalmente acerca da distribuição das inserções de rádio. "A Legislação determina a entrega de uma cópia em cada emissora, mas tanto o TRE quanto os partidos já concordaram em flexibilizar essa regra, permitindo o envio por email, por exemplo. Falta acordar com as emissoras, que levantaram algumas preocupações quanto à segurança do recebimento dos dados", explicou.
Já sobre o formato do programa de TV, Machado não vê alternativa. "A legislação determina que o programa seja entregue no formato utilizado por cada emissora. Aqui no Paraná, as cinco redes de televisão formaram um pool para transmitirem juntos todos os programas, ao invés de ser uma semana em cada, como nos outros anos. E o equipamento utilizado para a edição será o da RPCTV, que usa esse formato", argumentou. "Se o custo vai aumentar, eles terão a facilidade de entregar sempre em um mesmo local e em um mesmo formato e não ir, a cada semana, em uma emissora diferente, com material em uma mídia diferente, inclusive a XDCAM quando fosse a vez da RPC", concluiu.
Durante toda a campanha eleitoral, RPCTV, Rede Massa, Band, RIC e CNT transmitirão a propaganda eleitoral de um centro de transmissão montado na sede do TRE, com equipamentos e funcionários das cinco emissoras trabalhando juntos. Foi um acordo firmado entre as emissoras para facilitar o serviço e reduzir custos.