Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Andrei Rodrigues

PF pagou segurança para diretor-geral em Londres após negar gasto público

Lucas Marchesini e Mateus Vargas - Folhapress
27 mai 2024 às 10:20

Compartilhar notícia

Marcelo Camargo/Agência Brasil
siga o Bonde no Google News!

A Polícia Federal pagou as diárias de um segurança que acompanhou o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, em viagem a Londres, no Reino Unido, em abril.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Ele recebeu R$ 9,5 mil dos cofres públicos. As informações são do Siga, sistema do Senado Federal com todos os dados de pagamento do governo federal. A diária para o Reino Unido varia de US$ 350 a US$ 460.


Depois do evento, quando questionada sobre os custos para os cofres públicos da participação de Andrei no 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, a PF disse que as despesas foram custeadas pela organização do evento no Reino Unido e que o convite para a viagem foi feito pelo site Consultor Jurídico.


"A viagem foi sem ônus para União, tendo a organização do evento custeado passagem, em voo comercial, e hospedagem -no The Peninsula", afirmou a PF na ocasião.


Questionada após a descoberta do gasto, a PF informou que "houve acompanhamento de seguranças, atividade que gerou despesas conforme legislação em vigor".


A PF apontou ainda que, além de participar do Fórum, Andrei compareceu a uma reunião com o comissário-geral da polícia londrina, Peter O'Doherty. "Na ocasião, foram tratados temas como o intercâmbio de policiais em áreas de interesse de ambas as instituições, entre outros assuntos."


O Grupo Voto, presidido pela cientista política Karim Miskulin, organizou o fórum. Em 2022, às vésperas da campanha eleitoral, ele promoveu almoço de Jair Bolsonaro (PL) com 135 empresárias e executivas no Palácio Tangará, em São Paulo.


Também participaram do evento em Londres os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os ministros do governo Lula (PT) Ricardo Lewandowski (Justiça) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).


Empresas com ações nos tribunais superiores bancaram palestrantes ou patrocinaram o evento. Entre elas, estão a indústria de cigarros BAT Brasil (British American Tobacco) -antiga Souza Cruz- e o Banco Master.


Jornalistas foram impedidos de acompanhar o fórum, que teve no total a participação de ao menos dez autoridades do Judiciário brasileiro. Na entrada do evento, Gilmar afirmou não saber da proibição à imprensa. "Isso não nos foi informado. Eu não sabia, vou me informar."


Como mostrou a Folha de S.Paulo, não foi permitido à imprensa, inclusive, permanecer no mesmo andar em que o evento ocorreu, o luxuoso Hotel Peninsula, ao lado do Hyde Park, cartão postal de Londres, e cujas diárias custam acima de £ 900 (cerca de R$ 5.800).


1º FÓRUM JURÍDICO DE IDEIAS


O diretor-geral da PF não foi o único a levar segurança custeado com recursos públicos para Londres.


O ministro Dias Toffoli gastou R$ 99,6 mil de recursos públicos em diárias para um servidor que o acompanhou em viagens para Londres, no Reino Unido, e Madri, na Espanha, onde participou de outros eventos.


O STF omitiu informações sobre as viagens feitas por Toffoli e se negou a confirmar se ele passou 25 dias no exterior, conforme indicam os pagamentos ao servidor que o acompanhou.


Após a Folha revelar o pagamento das diárias, o STF tirou do ar a página de transparência sobre diárias e passagens. O site ficou uma semana desativado e, quando voltou, não tinha mais as informações sobre seguranças de ministros.

Cadastre-se em nossa newsletter


"As informações sobre segurança institucional sempre foram divulgadas com restrição, sem detalhamento, de modo a dificultar qualquer planejamento que crie riscos reais para tribunal, seus ministros e servidores. O formato em que estavam sendo divulgadas recentemente as informações sobre diárias e passagens estava em descompasso com essa orientação", justificou o STF.


Imagem
Rescisão unilateral de convênios de saúde é ilegal, apontam advogados
O número de queixas contra operadoras de planos de saúde registradas por paranaenses nos serviços de atendimento ao consumidor aumentou 61% entre 1 de janeiro e 22 de maio de 2024 na comparação com igual período do ano passado.

Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas