A Polícia Federal encontrou indícios de que o dinheiro do valerioduto - o esquema de propina para parlamentares aliados montado pelo publicitário Marcos Valério e a cúpula do PT - enviado ao deputado José Janene (PR), que então liderava o PP na Câmara, foi utilizado por ele na compra de uma propriedade rural, na aquisição de dois terrenos num condomínio de luxo e na construção da uma casa, de mil metros quadrados, sobre esse terreno. A casa, segundo a PF, é avaliada em mais de R$ 2 milhões. A CPI dos Correios apurou que Janene recebeu R$ 4,1 milhões do valerioduto.
A prova mais incriminadora contra o deputado - que, no entanto, não é citado no inquérito por desfrutar de foro privilegiado - é um cheque assinado por Rosa Valente e utilizado como parte do pagamento de 10 alqueires em Faxinal (PR), adquiridos em nome de Stahel Fernanda. A transação foi escriturada no valor de R$ 60 mil, mas a propriedade custou R$ 120 mil - R$ 110 mil pagos em dinheiro e R$ 9 mil com o cheque de Rosa -, como consta do termo de compromisso de compra e venda, assinado por Meheidin como intermediário do negócio.
O advogado de Janene, Adolfo Góis, classificou de "arbitrária" e "injusta" a operação da PF.
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