O vereador Rodrigo Gouveia (PRP) está sendo investigado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público por ter supostamente mantido em seu gabinete uma funcionária "fantasma" durante três meses. Entre abril e junho, M.A.V. teria sido nomeada, recebido salários, mas jamais teria aparecido para o trabalho.
Nesta segunda-feira (17), o presidente do PRP/Londrina, Adilson Ribeiro, prestou depoimento ao Ministério Público e disse que enquanto frequentava o gabinete de Gouveia jamais foi apresentado à mulher. "Até junho, eu ia sempre ao gabinete e vi esta mulher. Havia cinco funcionários trabalhando para o Gouveia: uma mulher – que não era a M.A.V. – e quatro homens. Um dos funcionários era estagiário", garantiu Ribeiro.
O presidente estadual do PRP, Jorge Luiz de Paula Martins, disse ao Bonde que o partido "está preocupado com a situação de Londrina". "Vamos esperar a apuração do MP em relação a esta denúncia da contratação de "fantasmas" para tomarmos eventuais providências; é uma situação que nos deixou absolutamente preocupados", afirmou Martins.
O vereador Rodrigo Gouveia negou todas as informações. Disse que M.A.V. efetivamente foi contratada para trabalhar em seu gabinete e desempenhou a função todos os dias. "No lugar dela, contratei o filho dela, já que eles foram pessoas que sempre me ajudaram", defendeu-se Gouveia. "E o presidente não vinha sempre ao gabinete, como disse, mas veio apenas três vezes no primeiro semestre", rebateu.
Gouveia atribuiu a denúncia a divergências políticas. "É despeito dos membros do partido porque fizeram uma campanha milionária para eleger outro candidato. Ninguém esperava que eu fosse eleito", comentou o vereador.
Expulsão
O vereador já enfrenta um procedimento interno no partido. Ele é acusado de infidelidade partidária, porque no "terceiro turno" das eleições municipais ele fez campanha para Barbosa Neto (PDT), mas seu partido estava coligado ao PSDB de Luiz Carlos Hauly. "Essa conduta configura indisciplina (partidária) do vereador. É preciso entender que os mandatos são do partido e não dos vereadores", afirmou o presidente estadual do PRP. "Este processo de expulsão está em trâmite".