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Devanir Parra/Divulgação/CML
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Discussão profícua?

Vereadores de Londrina querem proibir fabricação de bonecas trans no Brasil

Guilherme Marconi - Grupo Folha
21 out 2021 às 17:55
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Vereadores da bancada evangélica e de raiz bolsonarista de Londrina discutiram um assunto no mínimo inusitado na sessão plenária da Câmara Municipal nessa quinta-feira (21). O vereador Ailton Nantes (PP) enviou o pedido de indicação ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ao governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) e ao prefeito Marcelo Belinati (PP) pedindo providências para proibir a fabricação, venda e distribuição de brinquedos com personagens trangêneros às crianças. 

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Segundo Nantes, um histórico de fatos levaram a preocupação dele sobre o tema. Segundo o vereador, em 2014 uma criança na Argentina comprou uma boneca com vestimentas femininas, mas que tinha órgãos sexuais masculino. "Em 2017 no auge da discussão de ideologia de gênero no Estados Unidos foi lançada uma boneca trans. Em 2018 lojas são fechadas no Paraguai por estarem fabricando bonecas dessa natureza. Como percebemos que há uma movimentação mundial para fabricação deste tipo de brinquedos e estamos a porta do período do Natal, por isso indicamos a todas instâncias para que fiquem atentas e não autorizem. Uma pessoa adulta tem todo o direito de escolher o que quer da vida, mas uma criança não" disse. 

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Liderança da igreja Universal, o vereador Emanoel Gomes (Republicanos) elogiou o encaminhamento feito por Nantes. "Nossas crianças estão sendo atingidas, seus direitos estão sendo roubados. Através das escolas com material didático e tanta outras coisas que de forma sorrateira vem de encontro de nossas crianças. Precisamos nos posicionar sim." 


A vereadora Lenir de Assis (PT) relembrou a pauta recente que foi derrubada pela Câmara Municipal que foi a criação do Conselho Municipal LGBT que foi rejeitado por 12 vereadores, mesmo com o apoio irrestrito do prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP) que encaminhou projeto de lei à Câmara para discutir a política pública. "Apesar de não ser um projeto de lei, é uma discussão posta nesta Casa. Iniciamos uma discussão séria sobre a população LGBT. A população LGBT pertence a nossa sociedade, as pessoas LGBT's estão nas escolas, estão nas igrejas, ou até isso vocês não querem enxergar? Temos que incluí-las.  Esse assunto é sério, tem muito homossexual dentro das escolas, ou talvez não estejam porque foram retirados pelo bullyng, pelo preconceito por não saberem lidar com o tema." 

Veja o que dizem outros vereadores sobre a proposta polêmica da Câmara de Londrina

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