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Vereadores ficam ‘mais ricos’ em dois anos

Loriane Comeli - Folha de Londrina
11 jul 2014 às 07:51

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Cinco dos oito vereadores de Londrina que disputam uma vaga na eleições deste ano aumentaram seus patrimônios nos últimos dois anos; dois parlamentares ficaram "mais pobres" e um continuou na mesma, com "patrimônio zero".

Um dos aumentos mais significativos é o do patrimônio de Lenir de Assis (PT), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa, ao lado de outros seis parlamentares municipais. Em 2012, seus bens declarados somavam R$ 70,3 mil e agora totalizam R$ 211,8 mil, ou seja, um crescimento de 200%. Porém, o principal motivo do aumento é a atualização de dois imóveis, que foram declarados há dois anos com valores de R$ 5 mil e R$ 10 mil e, agora, estão avaliados em R$ 120 mil e R$ 60 mil.


O patrimônio de Padre Roque (PR) também cresceu bastante em relação a 2012. Naquela ocasião ele dispunha apenas de um veículo Peugeot 307, avaliado em R$ 35 mil. Agora, com a atualização do valor daquele carro (para R$ 49,6 mil) e a aquisição de outro veículo (um Focus 2005, avaliado em R$ 46,7 mil), os bens saltaram para quase R$ 108 mil, aumento em torno de 200%.


Emanoel Gomes (PRB), que nenhum bem havia declarado em 2012, agora tem um veículo Cruze, avaliado em R$ 58 mil.


O vereador Mário Takahashi (PV), o único que concorre à Câmara Federal, tem o maior patrimônio entre os colegas: R$ 1,1 milhão. O valor é 35% maior do que a soma dos bens em 2012, quando elegeu-se vereador e tinha bens estimados em R$ 832,1 mil. Metade do patrimônio do candidato (R$ 565 mil) é de "disponibilidades", ou seja, dinheiro em espécie. Advogado, ele também tem cotas em empresas, um imóvel e créditos de empréstimos.


Gaúcho Tamarrado (PDT) tem o segundo maior patrimônio, de R$ 382,7 mil, que também cresceu em relação a 2012, quando declarou R$ 240,8 mil. Em 2008, porém, quando disputou a Câmara de Londrina pela primeira vez (e não foi eleito), ele tinha R$ 291,9 mil.


Entre os vereadores que "empobreceram" está Rony Alves (PTB), atual presidente da Câmara. Em 2012, seus bens – um apartamento e um veículo Gol – somavam R$ 111,7 mil. Na declaração de patrimônio atual, constam dois veículos que somam R$ 58 mil, além de dinheiro em conta corrente. Gustavo Richa (PHS) também apresentou patrimônio menor que nas últimas eleições, quando dispunha de R$ 215 mil, valor de um apartamento. Agora, declarou apenas R$ 125 mil, mas aquele imóvel continua na declaração, porém, entrou como um imóvel financiado, além da compra de outro apartamento, também financiado.

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Júnior dos Santos Rosa (PSC), pela terceira eleição consecutiva, declarou não ter bens.


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