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Youssef diz que movimentava caixa 2 de empreiteiras

Agência Estado
05 mai 2016 às 10:01

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Lula Marques/Agência PT
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Figura emblemática da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef foi ouvido mais uma vez pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, na quarta-feira, 4, em ação penal que investiga o uso de laranjas para manutenção de contas secretas na Suíça e em Hong Kong de sua lavanderia de dinheiro usada por empresas do cartel que fatiava obras na Petrobrás.

O doleiro citou movimentação de valores de caixa 2 das empreiteiras OAS e UTC. "O primeiro propósito (das contas no exterior) na questão de investimentos. Depois num segundo propósito, quando nosso grupo entrou em declínio por conta do mercado, aí passei a utilizar essas contas para fazer alguns negócios", afirmou Youssef, delator e já condenado em outros processos da Operação Lava Jato.

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"Negócios esses de intermediação de pagamentos?", questionou Moro. "Sim", respondeu o doleiro. "Intermediação de propinas, o senhor está dizendo?", insistiu o juiz.


"Na verdade, como eu tinha a questão do caixa 2 da OAS e do caixa 2 da UTC, eu acabei utilizando dessa empresa para receber alguns valores e transformá-los em reais e fazer alguns pagamentos aqui. E também alguns pagamentos no exterior", afirmou Youssef.


Entrega


O doleiro explicou em seu depoimento que a OAS e a UTC pagavam valores para essas empresas com contas no exterior e ele ficava responsável por dispor de dinheiro para a entrega.


Youssef citou entregas de valores a agentes públicos e explicou o papel de seus funcionários e parceiros, como João Procópio Junqueira Pacheco, também réu no mesmo processo.


De família tradicional paulista, João Procópio teria começado a atuar com o doleiro entre 2008 e 2009. Ele teria passado a cuidar de contas no exterior usada por Youssef. O doleiro disse que as contas eram abertas em nome do parceiro, mas controladas e movimentadas por ele. Também foi ouvido Rafael Ângulo Lopez, que era uma espécie de carregador de dinheiro do doleiro.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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