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Setembro de 2026 bate recorde histórico de desastres climáticos no Paraná

01 out 2026 às 07:26

O Paraná encerra setembro de 2026 com um cenário alarmante após sucessivos eventos climáticos extremos. Segundo a Defesa Civil, o mês registrou 173 ocorrências e 11 mortes. Este volume supera agosto, que mantinha o recorde anterior com 138 desastres computados no estado. Estudos do Simepar e do Inmet apontam o fenômeno Super El Niño como a principal causa das intempéries recentes.


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O balanço anual revela impactos profundos na infraestrutura e na vida da população paranaense. Durante 2026, as intempéries atingiram cerca de 300 mil pessoas em 253 municípios. Apenas na última semana de setembro, temporais com ventos de até 100 km/h afetaram mais de 10 mil moradores.


As tempestades recentes deixaram um rastro de destruição estrutural em diversas cidades do interior. Levantamentos oficiais contabilizam ao menos 2.216 casas danificadas por quedas de granizo e vendavais. Municípios como Clevelândia e Pinhão precisaram assinar decretos de situação de emergência pública.


a quinta-feira ainda exige atenção redobrada. O Inmet mantém avisos de perigo potencial para chuvas intensas e vendavais no território paranaense. Na sexta-feira, o tempo melhora de forma geral e o frio ganha intensidade nas áreas mais altas. A Defesa Civil pede cautela e orienta a população sobre os riscos em áreas abertas durante os temporais.


Especialistas apontam que a combinação de umidade com ar quente intensifica a força das chuvas. A Defesa Civil recomenda o cadastro no serviço de SMS (40199) para emissão de alertas de risco. 


O Super El Niño parece ter gostado de ficar por aqui e deve permanecer. O aquecimento atípico do Pacífico eleva a frequência de tempestades fortes, vendavais e inundações na região Sul. Meteorologistas preveem que a influência da anomalia climática deve persistir até o início de 2027.

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