O avanço de tempestades severas, impulsionado pela formação de supercélulas de tempestade, provocou danos em pelo menos 92 municípios do Paraná desde a virada de mês, mantendo mais de 260 cidades sob alerta máximo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A combinação de chuvas intensas, ventos fortes e granizo provocou alagamentos, destelhamentos e estragos nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do estado.
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O modelo de instabilidade severa, segundo o Climatempo, tambvém aponta alto risco para tornados, microexplosões e granizo de grande porte, afetando também o sul de Mato Grosso do Sul e o sudoeste de São Paulo.
Diante da extensão das perdas com ventos fortes, chuva intensa e granizo, órgãos estaduais e federais acionaram protocolos de ajuda humanitária e a liberação de verbas urgentes. As decretações de emergência e os alertas cobrem localidades do Sudoeste, Oeste, Noroeste e Centro-Sul. A medida jurídica agiliza a execução de obras de reconstrução sem a necessidade de processos licitatórios longos e autoriza o acesso facilitado a recursos de socorro às populações afetadas.
Municípios mais atingidos
Balanços da Defesa Civil do Paraná detalham como o granizo de grande porte e os vendavais afetaram a infraestrutura urbana e rural de diversas localidades:
Marmeleiro (Sudoeste): teve o maior impacto imediato por granizo, com 848 casas danificadas;
Renascença (Sudoeste): registrou 429 imóveis danificados pela força das pedras de gelo;
Xambrê (Noroeste): contabilizou 429 casas afetadas por vendavais em balanços mais recentes de estragos urbanos;
Pinhão (Centro-Sul): somou 397 residências destelhadas ou parcialmente avariadas;
Alto Paraíso (Noroeste) e Perobal (Noroeste): registraram 220 e 94 casas atingidas por fortes ventos, respectivamente;
Espigão Alto do Iguaçu (Centro-Sul): sofreu com a passagem de um dos dois tornados confirmados pelo Simepar (o outro ocorreu em Francisco Alves), afetando cerca de 500 moradores e provocando a destruição de estruturas como a Escola Municipal Li Carlos Passaia e a Escola Estadual Pedro Rufino;
Para responder ao volume de desalojados e desabrigados, a Defesa Civil Estadual encaminhou aos municípios mais fragilizados mais de 18,7 mil telhas de fibrocimento, além de colchões, cestas básicas e kits de dormitório, higiene e limpeza.
No âmbito federal, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) publicou portarias oficiais no Diário Oficial da União reconhecendo a situação de emergência de municípios afetados no estado, incluindo localidades como Cambé, Goioerê e Xambrê. O ato viabiliza a liberação direta de verbas do governo federal com base nos dados do Formulário de Informações do Desastre (FIDE) enviados pelos prefeitos para ações de socorro e reconstrução.