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Menino de 5 anos

Morte em chácara de Londrina expõe riscos de afogamento durante o verão

Simoni Saris - Grupo Folha
03 jan 2026 às 15:37

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Mrsiraphol/ freepik
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Uma tragédia ocorrida em Londrina na última sexta-feira (2) chama a atenção para um problema que costuma ser bastante frequente no período de verão, que são os afogamentos em piscinas de uso coletivo. Um menino de cinco anos morreu afogado na Chácara Sinttrol, a associação recreativa do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Londrina. A criança, que participava de um churrasco em família, foi encontrada inconsciente em uma das piscinas. Equipes de resgate foram acionadas, mas não conseguiram reanimar o garoto, que faleceu no local. Naquele momento, não havia salva vidas no espaço de lazer.


A Chácara Sinttrol fica às margens da rodovia Carlos João Strass, na zona norte de Londrina. Na sexta-feira, segundo informações levantadas pela reportagem, os únicos frequentadores da sede campestre no momento do acidente eram os familiares da criança que se afogou.

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Os quiosques com as churrasqueiras ficam em uma área afastada das piscinas. Informações dão conta de que a família do menino utilizou as piscinas e depois, se deslocou para o local onde estava sendo preparado o churrasco. Em algum momento, a criança se afastou dos adultos e voltou para a piscina. Quando perceberam a sua ausência, os familiares saíram procurando e a encontraram já dentro da água, inconsciente. Os próprios parentes retiraram o garoto de dentro da água.


O Corpo de Bombeiros foi acionado e uma equipe do Samu também foi chamada para atender a ocorrência. Por 45 minutos, os socorristas tentaram reanimar a criança, mas não conseguiram.


O Código de Posturas do Município, em seu artigo 19, determina que “os clubes sociais deverão manter, permanentemente em suas piscinas, um salva-vidas habilitado com formação específica ou curso superior de Educação Física, no verão, nas férias escolares, nos feriados e nos finais de semana”. Segundo os bombeiros, na sede campestre do Sinttrol costuma ficar um salva vidas para garantir a segurança dos banhistas, mas somente aos sábados, domingos e feriados, quando o movimento é maior.


A reportagem entrou em contato com o vice-presidente do Sinttrol, André da Silva, na sexta-feira e no sábado (3). No primeiro dia, ele confirmou a ocorrência e disse que o sindicato estava dando assistência aos familiares da criança na chácara. No sábado, Silva não respondeu.


Os afogamentos aumentam no verão em razão das altas temperaturas. Segundo dados do Corpo de Bombeiro do Paraná, entre 1 de dezembro de 2025 e as primeiras horas de 3 de janeiro de 2026, foram atendidas 259 ocorrências de afogamento, com 320 vítimas, sendo 76 delas, crianças de zero a 12 anos, o que corresponde a quase um quarto das vítimas. A maioria dos atendimentos foi feita no Litoral, mas as estatísticas disponíveis no site da corporação não especificam quantos foram os afogamentos em piscinas.


Soldado do Corpo de Bombeiros em Londrina, Webster Sena Alves Corrêa alertou os pais para o perigo de deixar as crianças sozinhas próximas a essas áreas e orientou que o melhor a fazer é prevenir os acidentes, redobrando a atenção com os pequenos. Mas no caso de ocorrer um afogamento, a orientação é correr com a vítima para o hospital se ela estiver consciente. “Se estiver tossindo, é um sintoma de afogamento, é um sinal de que entrou água nos pulmões. É preciso fazer um exame de imagem”, alertou o bombeiro.


Caso a vítima já esteja desacordada, a recomendação é que se faça massagem cardíaca alternando com ventilação, que pode ser o uso do oxigênio, se houver, ou a respiração boca a boca. Essa medida de emergência é fundamental enquanto se aguarda a chegada do socorro, que deve ser acionado pelo número 193. O local exato da massagem é dois dedos acima do diafragma, mas para quem não faz a menor ideia de onde fica o diafragma, pode medir um palmo acima do umbigo. Nessa posição, o socorrista deve fazer uma sequência de 15 compressões seguidas de duas ventilações até que a vítima recobre a consciência. A cada dois minutos, deve ser checada a existência de pulso cardíaco. Assim que a vítima acordar, é preciso levá-la com urgência a um hospital. “A pessoa desacordada que volta à vida, pode parar de respirar de novo”, ressaltou o bombeiro.


“Criança é prioridade. Não dá para os pais abdicarem de estar com seus filhos. Tudo é muito rápido. A prevenção é o melhor a ser feito”, lembrou o soldado.

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O corpo do menino que morreu afogado na Chácara Sinttrol foi velado na capela do Crematorium Londrina, no distrito de Warta, e o sepultamento estava marcado para às 16 horas deste sábado (3). 

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