Neste domingo (25) de eleições, muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre como os votos brancos e nulos afetam a escolha dos seus representantes. Embora sejam registrados de formas distintas na urna eletrônica, ambos possuem o mesmo efeito prático na apuração: são totalmente descartados. Isso ocorre porque, para definir os eleitos, a Justiça Eleitoral contabiliza apenas os chamados votos válidos, ou seja, aqueles que são destinados a candidatos ou partidos devidamente registrados na disputa.
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A principal distinção entre os dois formatos está na maneira como o eleitor expressa sua decisão de não escolher nenhuma candidatura. O voto em branco, que na época das cédulas de papel consistia em depositar o documento sem marcações, hoje é feito de maneira direta no sistema eletrônico. Para registrá-lo, basta que o cidadão pressione a tecla "Branco" no painel da urna e, em seguida, aperte a tecla verde para confirmar.
Já o voto nulo acontece quando o eleitor digita um número que não pertence a nenhum candidato ou partido político e, mesmo vendo o aviso de erro na tela, confirma a escolha. No passado, antes da informatização, essa prática rendeu episódios curiosos na história política do país, como os milhares de votos dados ao rinoceronte Cacareco, em São Paulo, e ao macaco Tião, no Rio de Janeiro, cujas cédulas foram naturalmente invalidadas e não elegeram os animais.
Apesar de não interferirem na definição matemática de quem será o vencedor do pleito, esses votos possuem um papel importante na análise do cenário político. Como não são transferidos para nenhum candidato — desmentindo um antigo mito eleitoral —, os votos brancos e nulos funcionam como um termômetro democrático, ajudando a mostrar o tamanho da parcela do eleitorado que optou por rejeitar todas as opções disponíveis nas urnas.