03/06/20
20º/15ºLONDRINA
PUBLICIDADE
Entenda

Como a tecnologia e as iniciativas internacionais podem ajudar a mobilidade brasileira?

Shutterstock
Shutterstock

A qualidade de vida dos brasileiros é impactada negativamente pelo trânsito. Um estudo realizado pela Ipsos estima que, em média, perde-se 1h20 em deslocamentos de ida e volta para as principais atividades do dia. Quando somados, chegam a 32 dias por ano. Além de estresse, atrasos, acidentes e vidas interrompidas, o custo com congestionamento no país chega a R$ 267 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de 4% do PIB.

Não é nenhum segredo que o modelo de mobilidade ao qual nos habituamos foi pensado para os automóveis e não para as pessoas. Um caminho para mudança deste cenário seria entender a cultura e como funcionam algumas das cidades consideradas referências mundiais em mobilidade, onde a marca registrada é o estímulo a modais que dispensem o uso de carros particulares.


Neste contexto, a cidade de Copenhague, na Dinamarca, é conhecida mundialmente pela cultura de valorização da bicicleta, afinal, metade da população se locomove com ela. Junto ao uso das bikes, por exemplo, o sistema de sinais de tráfego inteligentes consegue identificar a aproximação de veículos nas vias (sejam eles bicicletas, carros ou ônibus). Além disso, a quantidade de ciclistas que se aproximam do cruzamento é detectada, portanto, o semáforo fica aberto por mais tempo, de acordo com a quantidade de pessoas, permitindo que todos cruzem as ruas.

Outro modelo interessante é o de Zurique, na Suíça, onde a maioria da população se locomove a pé ou com auxílio de dois modais: ônibus e trams – que funciona como um bonde sobre trilhos. Por lá, a cada 300 metros é possível encontrar um ponto de ônibus ou tram. Além disso, medidas sustentáveis, como a troca de ônibus a diesel por elétricos, e o investimento em ciclovias ajudam a deixar a cidade menos poluente.

Qual o caminho para o Brasil?

Comecemos por soluções que vieram para ficar e têm transformado a mobilidade brasileira. A regulamentação de apps de transporte e o compartilhamento de bicicletas e patinetes é um acerto. Porém, é necessário repensar os conceitos e inserir as pessoas como protagonistas do trânsito, começando pela infraestrutura, passando por debates e criação de políticas públicas.

O primeiro passo para o futuro da mobilidade humana, que pensa primeiro nas pessoas, é compreender as características, necessidades e possíveis deficiências dos cidadãos. A partir disso, seremos capazes de implementar melhorias nas cidades, como calçadas transitáveis para deficientes físicos e carrinhos de bebê, ampliação da extensão de ciclovias e ciclofaixas, além do investimento em espaços adequados para os recém-chegados patinetes elétricos. Para isso, é fundamental a promoção de debates entre órgãos públicos, empresas privadas e sociedade, pois a colaboração de todas as partes traria mais ideias e vantagens para a população.

Ações permanentes de conscientização

Investir em ações permanentes de conscientização de trânsito ajudaria não somente a mobilidade, mas também a segurança das pessoas que se locomovem. Em um país no qual mais de 40 mil pessoas morrem por ano no trânsito, contentar-se com campanhas sazonais, como o Maio Amarelo e a Semana Nacional do Trânsito, parece pouco.

Recentemente, uma campanha interativa voltada aos riscos no trânsito chamou a atenção por sua originalidade. Com o mote "O trânsito não é um jogo. Uma escolha errada vale a sua vida!", um vídeo interativo, desenvolvido pelo Instituto Mobih, apresenta as principais causas de acidentes no país e estimula a reflexão de que ações praticadas corriqueiramente no trânsito – sejam pela pressa, distração ou imprudência – têm consequências graves.

Considerando que os acidentes de trânsito são o primeiro responsável pela morte de jovens, na faixa de 15 a 29 anos, o vídeo foi um acerto por usar formato inovador e linguagem dinâmica, que falam 'a língua dos jovens'.

Nele, o espectador pode decidir o final da história a partir de escolhas por tipo de modal e trajetos, ao mesmo tempo em que é alertado sobre infrações e perigos no trânsito. A ideia segue uma tendência de sucesso mundial, popularizada com a Netflix, na série Black Mirror.

O resultado? Em menos de um mês, cerca de 90 mil pessoas interagiram com a campanha. A reflexão que fica é: se com uma ideia criativa, o interesse, engajamento e impacto foram positivos, como seria a cultura brasileira de trânsito se houvessem mais ações assim?
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Continue lendo
Seguro para acidentes
Central de atendimento do DPVAT registra média de 400 pedidos por dia
03/06/2020 10:58
Sem riscos
Saiba como a conservar a pintura do seu veículo na quarentena
02/06/2020 11:22
Volta ao trabalho
Volkswagen retoma produção em São Bernardo com 2.500 funcionários
02/06/2020 10:41
Mercado concorrido
Duster e C4 Cactus tentam brigar entre os SUVs com preços mais baixos
01/06/2020 11:43
Efeito delivery
Procura por motos de baixa cilindrada cresce na pandemia
01/06/2020 09:52
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados