10/08/20
28º/15ºLONDRINA
PUBLICIDADE
Entenda a mudança

Nova gasolina chega aos postos em agosto e deve reduzir consumo

O proprietário abastece seu carro toda a semana no mesmo posto, mas um dia percebe que o consumo entre um tanque e outro aumentou, apesar de o veículo estar em ordem e a rotina diária ter sido mantida. Adulteração? Nem sempre. O problema pode estar nas especificações do combustível, muitas vezes importado, adquirido pelo revendedor.

Pixabay
Pixabay -


Sem padronização, surgem diferenças que prejudicam o consumo e a eficiência energética dos motores. Por isso a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) promove mudanças na legislação.

A partir de agosto, a gasolina comum que será fornecida aos postos no Brasil deverá se enquadrar em novas normas. Sua massa específica, ou densidade, terá um padrão mínimo e deverá render mais. Porém, o preço tende a ser maior.

Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), diz que a evolução dos motores ""pautada por regras ambientais– precisa ser acompanhada pela melhora da gasolina. Sem isso, não é possível reduzir as emissões de poluentes.

Além da poluição, gasolina de baixa qualidade aumenta o risco de defeitos. Segundo Gonçalves, algumas montadoras tiveram problemas. A explosão da mistura ar-combustível ocorria de forma desordenada, e houve casos de quebras graves e caras.

Padronizado

Durante testes, a AEA verificou que a baixa densidade era uma das causas do mau funcionamento, por isso a necessidade de criar um padrão. Pela nova regra, a massa específica deverá ser de, no mínimo, 715 kg/m³. E a medição de octanagem também vai mudar.

O número de octanas determina o quanto o combustível é resistente à detonação, e um valor abaixo do necessário também leva a falhas de funcionamento e quebras. O Brasil passa a adotar a classificação RON (sigla em inglês para número de octanas por método de pesquisa), o mesmo da maior parte do mundo.

A octanagem mínima permitida para a gasolina comum será de 92 RON. A partir de 2022, o valor base passará para 93 RON.

Gonçalves afirma que, a partir de queixas sobre consumo elevado, foi feito um estudo com a gasolina. O resultado mostrou que o aumento no gasto poderia estar relacionado à gasolina importada de diferentes países. Como não havia as especificações RON e de massa, um combustível de baixa densidade conseguia atender às normas vigentes e ser vendido normalmente.

Até o fim do ano, todos os postos do país deverão ter a nova gasolina à venda .

Cada marca define seu próprio pacote de detergentes e redutores de atrito. Já o teor de etanol anidro na composição não será alterado, permanecendo em 27% na gasolina comum e 25% nas premium.
Eduardo Sodré - Folhapress
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Conteúdo relacionado:
Efeito coronavírus
Carros pequenos lideram vendas durante pandemia; mercado cai 38,2%
Evite imprevistos
Como fazer a manutenção preventiva do motor do seu carro
Riscos no trânsito
Frota brasileira de veículos envelhece há seis anos
Continue lendo
Crise na pandemia
Produção e desemprego na indústria automotiva crescem em julho
07 AGO 2020 às 11h38
Mudou
Pessoas com deficiência têm novas regras para comprar veículos
06 AGO 2020 às 11h43
Atualizada
Nova Chevrolet S10 chega ao mercado conectada com o futuro
05 AGO 2020 às 11h05
Qualidade
Entenda o que muda com a nova especificação da gasolina
04 AGO 2020 às 08h52
Dica de manutenção
Como identificar desgaste no braço de direção do seu carro
03 AGO 2020 às 11h13
Dica de manutenção
Saiba como fazer a calibragem correta dos pneus do seu carro
30 JUL 2020 às 11h49
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados