07/07/20
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Volta ao trabalho

Volkswagen retoma produção em São Bernardo com 2.500 funcionários

"Você teve contato com alguma pessoa que contraiu Covid-19 (diagnosticado positivo) nos últimos 14 dias?" A pergunta está no formulário que todos os visitantes precisam preencher ao acessar a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). A linha de produção voltou à ativa nesta segunda (1º), em turno único.

Divulgação / Volkswagen
Divulgação / Volkswagen


Os 2.500 trabalhadores chegaram pouco antes das 6h e foram recebidos por funcionários com termômetros digitais em punho. A maioria veio nos 106 ônibus fretados pela montadora -antes, eram 65. O aumento se deve à necessidade de manter a distância entre as pessoas, regra válida em todas as partes da fábrica.

Há protocolo de segurança até na fila para bater o cartão de ponto: marcações no chão indicam onde cada um deve ficar, e o uso de máscara é obrigatório.

Os bancos de concreto espalhados pela fábrica exibem um "X" amarelo na parte central. É um lembrete para que ninguém sente naquele ponto, liberando mais espaço entre as pessoas.

Os únicos lugares em que se veem operários sem máscaras são as áreas externas reservadas aos fumantes. Nas linhas de produção, os trabalhadores devem usar também luvas e o "face shield", um escudo de acrílico que cobre o rosto e é fixado à cabeça.

Ricardo Petti, supervisor na Volkswagen do Brasil, explica que a proteção extra é necessária devido à proximidade entre os funcionários na linha de montagem. Três trabalham ao mesmo tempo na instalação da parte elétrica de um Polo, por exemplo.

Mesas próximas aos operários estão repletas de frascos com álcool em gel ou uma solução sanitizante para limpar as ferramentas compartilhadas, como as parafusadeiras.

A alameda central da área visitada passou a ser higienizada diariamente. Antes da pandemia do novo coronavírus, a limpeza era semanal.

O ritmo de trabalho parece estar mais lento do que o normal, mas isso não se deve às medidas de segurança, mas, sim, ao momento.

"A velocidade da fábrica será ajustada de acordo com o mercado", diz Pablo Di Si, presidente da Volkswagen na América do Sul. Ele afirma que os estoques da empresa estão baixos, mas ainda é difícil prever como serão as próximas semanas, quando o comércio começará a funcionar gradativamente Brasil afora.

Com concessionárias e Detrans fechados em vários estados, as vendas em maio foram fracas. De acordo com dados prévios do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), houve 62,2 mil emplacamentos no período. É uma queda de 74,7% em relação ao mesmo mês de 2019. Ainda assim, o resultado é melhor que o de abril, que teve 55,7 mil unidades comercializadas.

Pablo diz que as medidas de segurança sanitária quase dobraram os gastos com transporte de funcionários, mas que isso é uma gota no oceano diante das perdas de receita nos últimos meses. A montadora recorreu aos bancos em busca de liquidez e levou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, os problemas vividos pelos fornecedores, que estão em risco.

"O que passamos nos últimos dias foi violento", afirma o presidente da Volks.
Pablo calcula que, no total, 6.000 trabalhadores estão de volta às fábricas. Ainda há cerca de 9.000 em férias ou programas de flexibilização das regras trabalhistas, como a interrupção temporário do contrato.

Vanessa Oliveira Leite está entre os que retornaram à fábrica de São Bernardo. Ela é coordenadora do time de amassados, que verifica problemas ocorridos em peças durante a montagem ou o transporte.

Após ficar afastada em férias, Vanessa voltou com carga horária plena. Seu trabalho no momento se concentra no controle de qualidade do Nivus, modelo que começa a ser produzido para chegar às lojas no fim do mês.

Enquanto se prepara para o almoço, Vanessa diz que a volta está sendo tranquila. A fila do refeitório também traz marcas no assoalho, que definem a distância mínima. Uma funcionária distribui luvas descartáveis na entrada, e os talheres estão ensacados.

As mesas agora comportam apenas dois funcionários -antes erram quatro- e estão mais espaçadas. Há indicações de distância também no bufê, que nesta segunda ofereceu arroz (branco ou integral), feijão, salada verde, cupim e farofa.

A turma se alimentou com máscaras penduradas em uma das orelhas. Outros viriam depois: agora há pequenos turnos para evitar aglomeração no restaurante.

Após mais um ritual de higienização, os trabalhadores retornaram à linha de produção em uma das fábricas mais icônicas da indústria automotiva nacional. Às 14h50, no fim do expediente, se deslocaram para o pátio e começaram a embarcar nos 106 ônibus fretados pela Volkswagen.
Folhapress
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