A cinebiografia do presidente Lula encontrou dificuldades em terras norte-americanas. Um exibidor - não identificado - que possui seis cinemas na cidade de Nova Iorque se recusou a colocar em cartaz o filme Lula, o Filho do Brasil por razões políticas.
Segundo declarações dadas pela produtora do longa, Paula Barreto, ao jornal britânico The Guardian, o dono das salas de projeção teria assistido à película e até mesmo gostado da trama, mas temeu que a relação amigável de Lula com o polêmico e quase beligerante presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, causasse reações negativas em sua clientela.
O fator determinante para a tomada da decisão é a característica social do público que frequenta os cinemas do exibidor, já que o número de judeus é proeminente neste grupo de espectadores. Desta forma, a recusa teria ligações profundas com as rixas culturais e políticas entre judeus e iranianos.
Apesar deste contratempo, a produção de Lula, o Filho do Brasil ambiciona exibir a história do presidente que saiu da miséria para o cargo mais importante da nação nas telonas norte-americanas. Está programado para 2011 o lançamento em escala nacional do filme nos Estados Unidos.