A vida moderna pode ser muito mais complexa do que apenas a imagem de um casal feliz e seus dois filhos adolescentes na mesa do café da manhã. Baseado no livro 'Divã' de Martha Medeiros, o filme homônimo, que estreia nesta sexta (17) em 150 salas pelo Brasil, traz um elenco global e a atriz Lilia Cabral como protagonista. 'Divã' aborda os desafios e questionamentos que uma mulher enfrenta quando chega aos 40 anos de idade. Casada, dois filhos, Mercedes procura um psicanalista para saber se a vida é apenas aquilo que parece ser.
Vindo na esteira do sucesso de 'Se eu Fosse Você 2', o longa dirigido por José Alvarenga Jr. ('Os Normais') é a maior aposta da Globo Filmes para o semestre. 'O fenômeno de Se eu Fosse Você 2 acontece de 10 em 10 anos no Brasil', falou Alvarenga na coletiva de imprensa de 'Divã'. 'Imagino que as pessoas estejam muito dispostas a ir ao cinema agora, mas não tenho como falar em milhões ainda.' Além de Lilia Cabral, atores como José Mayer, Cauã Reymond e Reynaldo Gianecchini emprestaram seus rostos globais para o projeto.
Gianecchini disse que, a princípio, recusou o papel. 'Fazer mais uma vez um mocinho bonito não seria interessante nem adicionaria muita coisa para a minha carreira, mas quando li o roteiro me apaixonei e queria poder ajudar a contar essa história.'
Lilia, que já havia participado da adaptação para o teatro de 'Divã', aposta na veracidade dos personagens e na identificação que cada espectador pode ter com cada um deles. 'Não é nada fantasioso. Fizemos sessões em faculdades onde meninas ligavam para as mães logo após o filme dizendo ao que elas deveriam assistir, pois se identificariam com o meu personagem', falou, orgulhosa.
Segundo Alvarenga, o filme consumiu dois anos da vida de seus produtores. Mas as cenas em que Lilia aparece frente a frente com o psicanalista foram filmadas em apenas um dia. 'Foram 20 cenas em que a Lilia deveria demonstrar diversas emoções. Fizemos dessa maneira proposital para que a inconstância de todo um dia fosse passado para as telas.' Lilia Cabral teve de podar sua interpretação e divide os méritos com o diretor: 'Tive de diminuir meus gestos e interiorizar mais a personagem. O Alvarenga me ajudou muito nisso." A mescla de drama e humor parece ser a receita para o sucesso do filme.