A mostra "1968 no Cinema", que será exibida em três salas de São Paulo, Cinemateca Brasileira, Galeria Olido e Cinusp, faz parte de um projeto mais amplo chamado 'Utópicos e Rebeldes - A Geração Que Disse Não', incluindo exposição iconográfica, lançamento de livros, debates, espetáculos teatrais, etc. Tudo para celebrar 1968, o ano rebelde que, se para alguns é apenas uma data no calendário, para outros é marco de um tempo em que tudo mudou.
Para ficarmos no âmbito do cinema, e nos filmes propostos pela mostra, podemos conferir o que mudou mesmo. Em especial, em alguns dos títulos lançados no período, um pouco antes ou um pouco depois. Um deles, "Terra em Transe", de Glauber Rocha, é do ano anterior, da mesma forma que o clássico soixante-huitard "A Chinesa", de Jean-Luc Godard. Outro, "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, é puro 68, assim como "Câncer", também de Glauber. "Bla Bla Bla", de Andrea Tonacci, "Desesperato", de Sérgio Bernardes Filho, e "Hitler III Mundo", de José Aggripino de Paula, são exemplares que vieram à luz naquele ano tanto encantador quanto fatídico.