Se você tem olhado as redes sociais recentemente, já deve ter ouvido falar do "caso Protógenes". O deputado federal Protógenes Queiróz (PC do B - SP) ficou chocado com a comédia Ted, por fazer "apologia de drogas", em suas palavras. Inicialmente, ele exigia a interdição da obra, mas agora ele luta "apenas" que ela tenha sua classificação etária aumentada de 16 a 18 anos, e uma sinopse mencionando que o ursinho é "viciado em drogas".
O caso ficou famoso com uma mensagem divulgada pelo deputado, em que ele diz ter levado seu filho Juan, de 11 anos, para ver este filme, apesar de a classificação etária indicar que a comédia é apropriada para maiores de 16 anos. Ele se defendeu, dizendo que sempre acompanha o filho em produções com classificação etária superior, por já ser pré-adolescente. Diante dos apelos contra a volta da censura no país (relembrando o caso A Serbian Film), o deputado persiste em afirmar que não é correto mostrar um filme em que o personagem não trabalha, não estuda, consume drogas e é feliz.
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Não demorou para esta reação conservadora gerar as mais diversas piadas nas redes sociais. A revista Monet fez uma matéria especial com outros ursinhos que poderiam assustar o pequeno Juan, indicando que Zé Colmeia encoraja a formação de quadrilha e o Ursinho Puff estimula a depressão e o vício. Já o crítico Pablo Villaça, do Cinema em Cena, se divertiu no Twitter com outras sugestões para o pequeno Juan, com filmes que não são exatamente o que parecem... E você, o que acha desta polêmica?