Morreu ontem, dia 28 de fevereiro, após uma longa batalha contra o Mal de Alzheimer, a atriz francesa Annie Girardot, aos 79 anos.
Considerada uma das mais produtivas atrizes de sua geração, acumulando mais de 100 produções, Girardot (foto) era muito admirada e reconhecida em sua terra natal. Famosa como intérprete de mulheres com temperamento forte, arregimentou ao longo dos anos uma grande legião de admiradoras.
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"Hoje, o cinema francês está de luto por uma da mais adoráveis, distintas e memoráveis pessoas", disse ontem o Ministro da Cultura da França Frederic Miterrand.
Após um início de carreira no rádio e na televisão, ao longo da vida trabalhou com cineastas famosos, como Luchino Visconti (Morte em Veneza), Claude Lelouch (Crimes de Autor), Roger Vadim (Barbarella), Mario Monicelli (O Incrível Exército de Brancaleone) e atores também importantes, como Yves Montand (Adorável Pecadora), Catherine Deneuve (Diário Perdido) e Brigitte Bardot (E Deus Criou a Mulher), entre outros.
Com diversas indicações para variados prêmios, conquistou o de Melhor Atriz em 1965 no Festival de Veneza por Trois Chambres à Manhattan e não parou por aí. Indicada ao BAFTA, entre outros festivais, foi premiada no Festival de Berlim de 1972 por La Vieille Fille e conquistou três prêmios no Cesar Awards, considerado o Oscar do cinema francês: Melhor Atriz em Docteur Françoise Gailland (1976) e Melhor Atriz Coadjuvante em Os Miseráveis (1995) e A Professora de Piano (2001).
Entre os primeiros prêmios da carreira figura ainda o de Melhor Atriz Estrangeira no Sant Jordi Awards, de Barcelona, por sua atuação em Rocco e seus Irmãos (1960), onde trabalhou com Renato Salvatori, ator com quem viria a se casar e ter sua única filha Giulia Salvatori.