A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), à qual pertencem o Pão de Açúcar e o Extra Hipermercados, anunciou hoje (dia 13/1) suas vendas de dezembro de 2005 (preliminares e não-auditadas) e algumas diretrizes para 2006 e 2007. As informações estão apresentadas em base consolidada e em Reais, conforme a Legislação Societária.
O principal foco da CBD para 2006 e 2007 é o aumento da sua eficiência operacional, competitividade e lucratividade. Entre as iniciativas de reestruturação que já estão em andamento na rede para alcançar esses objetivos, destacam-se:
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- Projeto Dinâmica Comercial: revisão do modelo de gestão, processos e sistemas relacionados a compras e gerenciamento de categorias. O objetivo deste projeto, iniciado no primeiro trimestre de 2005, é ganhar eficiência nas negociações com fornecedores, na definição do sortimento e de estratégias de pricing, nas promoções e na exposição dos produtos nas lojas;
- Orçamento Base Zero;
- Centralização de serviços internos;
- Criação da área de suprimentos e serviços, que centralizará
a compra de produtos e serviços não destinados à venda;
- Uso de benchmarks internos para replicar melhores práticas e aumentar a produtividade nas lojas.
Os ganhos de eficiência que a rede espera obter com essas iniciativas serão gradualmente reinvestidos em menores preços para os consumidores, possibilitando à empresa aumentar o tráfego de clientes nas lojas, ganhar volume e, conseqüentemente, elevar as vendas nas mesmas lojas. Este é o caminho mais eficaz para que a CBD alcance níveis superiores de retorno sobre o capital investido.
Nesse contexto, a rede espera obter em 2006 margens operacionais semelhantes às registradas em 2005, porém com patamares mais elevados de vendas nas mesmas lojas – que a empresa espera que signifique um crescimento acima da inflação projetada para o ano.
Alinhado ao objetivo de crescer organicamente, a administração da CBD planeja investir R$ 1,5 bilhão em 2006 e 2007, financiados inteiramente pela sua geração interna de caixa e direcionados, principalmente, à abertura de 16 a 20 hipermercados e 40 a 60 supermercados, representando um aumento anual médio da área de vendas entre 6% e 8%. Estes investimentos estão ainda sujeitos à aprovação do Conselho de Administração da CBD.
Desempenho de vendas de dezembro e do ano de 2005
A CBD registrou um faturamento bruto de R$ 16.120,4 milhões em 2005, com crescimento de 5,4% sobre 2004. As vendas líquidas da Companhia somaram R$ 13.395,7 milhões, um aumento de 6,6% em relação ao ano anterior.
O ano de 2005 foi marcado por um ambiente de consumo retraído, resultante do baixo poder aquisitivo dos consumidores e da diminuição do nível de confiança verificada a partir do início do segundo semestre. Além disso, as vendas foram penalizadas por um cenário de forte queda de preços em várias categorias, principalmente perecíveis e commodities, decorrente do excesso de oferta de alguns produtos e da apreciação do real frente ao dólar.
As categorias que apresentaram melhor desempenho em 2005 foram as de produtos não-alimentícios, estimuladas pela elevada disponibilidade de crédito ao consumidor, com destaque para o significativo incremento do empréstimo consignado.
As vendas nas mesmas lojas apresentaram crescimento de 2,6% no acumulado do ano, com crescimento de 0,1% nos produtos alimentícios e de 12,5% nos não-alimentícios. O destaque do ano ficou por conta da forte recuperação verificada na bandeira Sendas no segundo semestre, fruto de uma maior competitividade de preços e dos investimentos realizados em reformas e publicidade.
Em dezembro, a Companhia registrou um faturamento bruto de R$ 1.813,2 milhões e um faturamento líquido de R$ 1.497,5 milhões, representando taxas de crescimento de 2,6% e 3,4%, respectivamente. As vendas nas mesmas lojas seguiram a mesma tendência dos meses anteriores, registrando queda de 1,7%. Vale destacar a forte base de comparação, com crescimento de 11,1% em dezembro de 2004.
Os produtos alimentícios apresentaram queda de 4,4%, enquanto os não-alimentícios cresceram 6%. Apesar da continuidade do cenário difícil para o consumo em dezembro, a CBD acredita que, assim como nos meses anteriores, aumentou a sua participação de mercado com base no fluxo de clientes verificado nas suas lojas em comparação com a concorrência.
Obs.: Valores de vendas mesmas lojas incluem apenas lojas com, no mínimo, 12 meses de operação