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Curitiba registra inflação de 0,86% em janeiro

16 fev 2002 às 18:19

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O Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas acaba de divulgar o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba. Em janeiro, a capital paranaense registrou inflação de 0,86%, ficando acima do índice médio nacional (0,79%) e quase seis vezes maior que a inflação apresentada na cidade, em dezembro de 2001 (0,15%).

Em Curitiba, a pesquisa é feita em 250 estabelecimentos, onde são analisados mais de 2 mil itens, em sete setores. De acordo com o superintendente do ISAE/FGV (Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getulio Vargas), Norman de Paula Arruda Filho, "a inflação é considerada alta para a cidade, se compararmos com o ano passado, que só registrou índice maior em três dos onze meses analisados". Os grupos que mais contribuíram para o aumento do IPC, em Curitiba, foram Educação, Leitura e Recreação (4,19%), Despesas Diversas (2,04%) e Alimentação (1,23%).

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Com a volta às aulas, o grupo de Educação, Leitura e Recreação foi o que mais impulsionou a inflação em todo o País, registrando o índice médio mais alto do Brasil, em todos os grupos: 2,94%. Porém, em Curitiba, o IPC foi ainda maior, chegando a 4,19%, levando a capital paranaense de um dos menores índices nacionais no setor, em dezembro, para um dos maiores do Brasil, em janeiro. Os serviços que apresentaram maior influência neste grupo foram os cursos: superior (7,85%), primeiro grau (8,14%), segundo grau (6,29%), línguas estrangeiras (4,96%) e informática (8,42%).


O IPC do segmento de Despesas Diversas – que inclui, entre outros produtos, bebidas alcoólicas, fumo, correio, loterias, despesas com animais domésticos, TV a cabo, cartório, serviços religiosos e funerário – voltou a subir, em Curitiba. De 0,15%, em dezembro, alcançou índice de 2,04% em janeiro – o maior do País, que apresentou IPC médio de 0,95% no setor. O grupo foi impulsionado pelo aumento nas mensalidades de TV por assinatura (6,13%) e serviços religioso e funerário (5,37%).


Já o setor de Alimentação, que desde outubro apresentava queda gradativa na inflação, alcançando o menor índice no País (-0,07%), em dezembro, teve uma alta surpreendente de 1,23%, em janeiro. Isso se deve ao aumento nos preços do pão francês (1,23%), refeições em restaurantes (1,27%), alface (17,86%) e refrigerantes (4,85%). O IPC acumulado no ano de 2001 para o grupo foi um dos mais altos da capital paranaense: 8,49%.


Mesmo assim, Curitiba registrou índice abaixo da média nacional, neste setor (1,30%). Segundo o superintendente, "a inflação foi equilibrada pela pressão negativa de produtos como o tomate (-26,20%), leite tipo longa vida (-0,96%), cebola (-11,38%), óleo de soja (-2,81%), vagem-comum (-6,85%), café em pó (-2,20%) e ovos de galinha (-1,93%).


Por outro lado, os setores de Transportes (-1,50), Vestuário (0,13%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,60%) e Habitação (0,70%) ficaram abaixo da média do IPC de Curitiba. O grupo de Transportes foi o único que apresentou deflação em todo o País (com exceção de Belo Horizonte, que teve alta de 1,04%), atingindo uma média de –2,20%. Em Curitiba, o setor foi influenciado pela queda nos preços da gasolina comum (-5,95%), álcool (-1,94%) e seguro facultativo para veículo (-0,97%).


A inflação no setor de Vestuário voltou a diminuir, motivada pelo estoque que sobrou das vendas de fim de ano e as liqüidações das peças de verão, por conseqüência. Em Curitiba, o segmento que apontou o maior índice do ano (1,15%), em novembro, registrou IPC de 0,81% em dezembro e terminou o ano com inflação de 2,30%, fechou janeiro com 0,13% - ficando abaixo da média nacional (0,23%). Roupas masculinas, como camisa (-6,07%) e terno (-3,41%) apresentaram deflação. Já os tênis (4,43%) pressionaram o índice para cima.


Em Curitiba, o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais (0,60%) registrou a segunda maior inflação do País, ficando atrás apenas de Florianópolis (0,61%). A média nacional foi de 0,39%, em janeiro. A inflação acumulada em 2001 foi de 5,69%, em Curitiba.


Já o grupo de Habitação teve inflação média de 1,29% no Brasil. Na capital paranaense, o setor apresentou o menor índice nacional: 0,70%. Mesmo assim, de acordo com Arruda Filho, "é a inflação mais alta do setor nos últimos cinco meses, em Curitiba". O grupo sofreu influência do aumento nos preços do gás de bujão (8,74%), condomínio residencial (0,95%) e materiais para reparos de residência (2,32%).


O Índice de Preços ao Consumidor é calculado pelo Centro de Estudos de Preços do IBRE/FGV, em 12 capitais brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo). Em Curitiba, o IPC está sendo divulgado desde fevereiro de 2001, com o apoio do ISAE/FGV. A capital que apresentou o índice mais alto, em janeiro de 2002, foi Belém (1,67%). Já a que registrou a menor inflação do País foi Fortaleza (0,29%).


IPC – VARIAÇÃO EM %


IPC GERAL
JANEIRO/2002


CURITIBA - PR
DEZ


2001
ACUMULADO NO ANO 2001
JAN


2002
BRASIL
0,79


IPC - GERAL
0,15
7,34
0,86
BELÉM
1,67


ALIMENTAÇÃO
-0,07
8,49
1,23
BELO HORIZONTE
1,15


TRANSPORTES
-0,84
6,89
-1,50
BRASÍLIA
0,68


EDUCAÇÃO, LEITURA E RECREAÇÃO
0,43
9,47
4,19
CURITIBA
0,86


SAÚDE E CUIDADOS PESSOAIS
0,71
5,69
0,60
FLORIANÓPOLIS
0,52


VESTUÁRIO
0,81
2,30
0,13
FORTALEZA
0,29


HABITAÇÃO
0,38
7,59
0,70
GOIÂNIA
0,31


DESPESAS DIVERSAS
0,15
7,75
2,04
PORTO ALEGRE
0,80



RECIFE
0,75


SALVADOR
0,92


RIO DE JANEIRO
0,83

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