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Gripe suína preocupa brasileiros

31 dez 1969 às 21:33

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Saiba mais sobre esta epidemia e as medidas que estão sendo tomadas para evitar uma pandemia.
A população brasileira já mostra sinais de preocupação com essa doença, que pode chegar ao estágio de pandemia, ou seja, uma epidemia que pode atingir grandes proporções em nível mundial. De acordo com dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil, 22 casos já foram notificados no País.
Entretanto, nenhum caso confirmado laboratorialmente.

A "nova" modalidade de gripe, que se apresenta como um quadro de infecção
respiratória, chama atenção por atingir a população jovem, faixa etária em que
não é frequente adquirir esse tipo de infecção. Existem algumas variantes
pertencentes aos subtipos do vírus Influenza que possuem alterações genéticas,
capazes de atribuir características diferentes da infecção habitual. Estas
alterações podem acarretar mudanças no padrão de transmissão do vírus, na forma
clínica de apresentação da doença e até mesmo na resposta ao tratamento.

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Segundo especialistas, o vírus Influenza A, chamado de H1N1 e que causa a
infecção, possui diferentes variantes que acometem não somente os suínos, mas
as aves (gripe aviária) e mesmo os seres humanos, causando o conhecido quadro
de "gripe". Os vírus que acometem os animais podem também ser transmitidos ao
homem, causando quadro clínico semelhante, mas habitualmente estes quadros são
sem gravidade.


No México, em decorrência de um surto de gripe em suínos, algumas pessoas foram
infectadas com o Influenza suíno e desenvolveram quadros respiratórios
infecciosos, altamente contagiosos. Com suspeita de transmissão de pessoa a
pessoa, a disseminação desta nova variante do Influenza pode assumir proporções
graves para a população, não somente do México, mas em todo o mundo, fato que
levou a Organização Mundial de Saúde a elevar o nível de alerta para 4, devido
à possibilidade de disseminação na população humana.


O quadro clínico da doença pode variar desde a ausência de sintomas até cenários
mais severos. Normalmente os sintomas têm sido de uma gripe mais forte, que se
apresenta de maneira repentina, com febre alta (superior a 39ºC), dor de cabeça
intensa, dores musculares e de articulações, tosse, irritação nos olhos e fluxo
nasal.


O vírus da influenza pode ser transmitido de forma direta, através das secreções
das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar, ou tossir;
ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies
recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo
infectado, podem carrear o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e
olhos.


Segundo a OMS, não há registro de transmissão deste novo subtipo da influenza
suína para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados.
O vírus da influenza suína não resiste a altas temperaturas (70ºC), temperatura
em que os alimentos são cozidos ou assados.


Tratamento


Existem medicações antivirais específicas que podem ser utilizadas para
tratamento dos pacientes acometidos pela Influenza suína. O Ministério da Saúde
dispõe de estoque destas medicações para o caso de detecções de casos no Brasil.


A Organização Mundial de Saúde está trabalhando para a obtenção de uma vacina
contra a doença, mas ainda não se dispõe de uma imunização específica para este
surto, pois é necessário que esta vacina contenha informações das variantes
suínas do vírus Influenza, responsáveis pelas infecções atuais. "As vacinas de
Influenza disponíveis para a gripe em idosos e crianças provavelmente não
conferirão proteção contra a gripe suína, portanto não são indicadas como
medida de proteção ou prevenção", alertam os especialistas.


Medidas


No Brasil iniciou-se um Plano de Contingência e Controle da doença, coordenado
pelo Ministério da Saúde, sobretudo nos Portos e Aeroportos nacionais com o
objetivo de realizar uma vigilância da doença, através da detecção precoce de
possíveis casos suspeitos. Estas ações serão intensificadas nos vôos
provenientes do México, mas como há casos relatados também em outros países, a
vigilância é praticamente geral.


Todas as Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil também foram acionadas para
intensificar o processo de monitoramento e detecção de casos suspeitos de
doenças respiratórias agudas, a partir da Rede de Vigilância de Influenza e de
Laboratórios.


Com o objetivo de proteger e promover a saúde da população brasileira por meio
do controle sanitário dos pontos de entrada, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) informa que todos os voos procedentes do continente
norte-americano (México, Canadá e EUA) estão sendo monitorados e foi
intensificada a vigilância de casos suspeitos em viajantes destes vôos. O
Ministério da Saúde considera que todas as recomendações da OMS estão em
consonância com as medidas já adotadas em nosso país. Até o momento, não há
restrição às viagens internacionais.


Orientação aos viajantes:


Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas nos EUA e México, recomenda-se:


. Evitar locais com aglomeração de pessoas;


. Evitar o contato direto com pessoas doentes;


. Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;


. Evitar tocar olhos, nariz ou boca;


. Cobrir o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar;


. Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir
ou espirrar;


. Em caso de sintomas, procurar assistência médica e informar a história de
contato com doentes e viagens;


. Não usar medicamentos sem orientação médica.


Os viajantes que retornaram nos últimos dez dias do México ou das áreas
afetadas dos EUA e que apresentem os sinais e sintomas da gripe suína
devem:


. Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima;


. Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.


Sobre a DASA


A Diagnósticos da América S/A é a maior empresa de medicina diagnóstica na
América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no
mundo. Com cerca de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil
pacientes por dia em 321 unidades. Processa em média, 6,5 milhões de exames por
mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico
por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 20 marcas em treze estados -
Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em São Paulo; Bronstein, Lâmina e
MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e
Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Curitiba Santa Casa e
Frischmann Aisengart, em Curitiba; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do
Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de
Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA Lâmina, em Florianópolis; Atalaia,
em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em
Fortaleza.


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da América Latina e a quinta maior rede do mundo, estando presente em SP, RJ,
SC, CE, GO, TO, MG, MT, BA e DF. No Paraná, o grupo é formado por três marcas:
Laboratório Frischmann Aisengart e Curitiba Santa Casa (Curitiba) e Laboratório
Alvaro (Cascavel). Mais informações no site www.diagnosticosdaamerica.com


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