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Inserção feminina no mercado de trabalho faz com que a mulher adie a gestação até idades mais avançadas - Reprodução
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Prioridade para o trabalho

Novo padrão familiar faz mulheres adiarem a gravidez

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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Gestantes com 35 anos em média, formam grande parte do público que realiza exames pré-natais no Fleury Medicina e Saúde. Entre agosto de 2008 e março de 2009, das 1.500 gestantes que realizaram rastreamento para síndrome de Down, exame que integra a avaliação pré-natal, 33% tinham 35 anos ou mais. Os dados indicam que um grupo de mulheres atendidas pela empresa está adiando o sonho de ser mães.

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"As mudanças dos padrões familiares com inserção feminina no mercado de trabalho, maior escolaridade, priorização do crescimento profissional, além da crença de que a existência de novos métodos de fertilização possa facilitar sua gravidez quando desejar, fez com que a mulher prorrogasse sua gestação até idades mais avançadas como 35, 40 ou mesmo 45 anos", comenta o médico líder do Serviço de Medicina Fetal do Fleury Medicina e Saúde, Mário Henrique Burlacchini de Carvalho. No entanto, o adiamento da gestação para idades maternas mais avançadas pode ter repercussões durante e após a gravidez.

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Segundo o especialista, a gestação nessa fase da vida está sujeita a um maior risco de malformações fetais; síndromes genéticas, como 'síndrome de Down'; e concomitância da gestação com patologias maternas, tais como diabetes, hipertensão e câncer de mama, dentre outras. Além disso, aumenta a necessidade de partos cesarianos e a probabilidade de sangramentos pós-parto.


Conforme a literatura médica, a idade ideal para a procriação tem sido considerada entre os 20 e 29 anos. Mas é importante saber que a ocorrência de gravidez na fase adolescente, entre 10 e 19 anos, é também tema de fundamental importância. "No Brasil, aproximadamente 25% dos partos ocorrem neste período. A gestação nessa fase apresenta um risco obstétrico aumentado, principalmente em relação à doença hipertensiva, com elevação da pressão arterial em decorrência da gestação, à prematuridade, ao baixo peso ao nascer, a anemias e complicações relativas ao parto, secundárias a imaturidade das estruturas ósseas da pelve materna para o parto", explica Burlacchini.


Segurança na gestação

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Hoje, há vários exames que podem dar mais segurança e reduzir a ansiedade do casal em relação à normalidade do feto. São exames de ultrassonografia morfológica que examinam toda a formação do feto, inclusive com a avaliação em 3D e 4D, que permite a visualização do feto com maior definição e cálculos de volumes antropométricos.


Exame de ultrassonografia de 1º trimestre e a bioquímica materna conjugada a ele, que fornecem uma estimativa do risco do feto ter síndrome de Down, também são avaliações importantes. Na medida em que se encontre algum resultado anormal, e conforme a avaliação médica, é possível prosseguir-se com a investigação realizando procedimentos invasivos (biópsia de vilo corial e amniocentese), que permitem o estudo do cariótipo fetal e, assim, fornecem informações sobre as características cromossômicas do feto.

"Para as gestantes com idade avançada, um ecocardiograma fetal é indicado para averiguar doenças cardíacas fetais", complementa o médico.


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