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Nutricosméticos

Alerta: cuidado ao consumir cosméticos via oral

Redação Bonde com UFRJ
31 dez 1969 às 21:33
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Quem nunca ouviu falar em pílulas que prometem ser a fonte da juventude e da beleza? Elas fazem parte do chamado mercado dos nutricosméticos e diariamente invadem os mais variados meios de comunicação, através de anúncios publicitários que as propagam como autoras de verdadeiros milagres de rejuvenescimento e de estética. A questão é: as pílulas de fato são capazes de realizar tais maravilhas?

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Elisabete Pereira dos Santos, professora da área de Tecnologia de Cosméticos da Faculdade de Farmácia da UFRJ, esclarece a questão: "É difícil acreditar que pílulas combatem rugas e rejuvenescem. Não há uma comprovação científica para isso."

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De acordo com a professora, a confusão começa com o fato de nutricosméticos não serem cosméticos. Para todo produto cosmético fabricado, é necessário um registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isto para que se saiba se o produto possui componentes que possam provocar irritação e se estão em concentrações aceitáveis para o uso como cosméticos. "Na legislação da Anvisa, a definição diz que produtos cosméticos são para uso externo na pele ou no máximo em mucosas como a oral. Ou seja, cápsulas e comprimidos, que devem ser ingeridos, não poderiam ser considerados cosméticos. Sendo assim, o nome "nutricosmético" é equivocado. Seriam mais apropriadas classificações como "alimento funcional", ou "complemento alimentar", algo que se encaixasse na área de alimentação ou de medicamentos", esclarece Elisabete.


Para a especialista, se forem pílulas que contenham complementos alimentares, que possuem vitaminas e substâncias capazes de auxiliar o metabolismo ou combater algum tipo de anormalidade, os efeitos ao organismo serão benéficos, mas não ocorrerão milagres. "Não tem como a pessoa tomar uma pílula e ficar dez anos mais jovem. O que pode ocorrer é uma melhora no funcionamento do organismo", constata Elisabete.


Segundo a professora, pessoas que querem rejuvenescer muito rápido acabam cometendo excessos: tomam os comprimidos em doses maiores do que o receitado. "É preciso cuidado na utilização desses produtos, é aconselhável que haja uma orientação, para não surgirem efeitos indesejados", alerta Elisabete Pereira.

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O marketing muitas vezes promete coisas que não vai cumprir e não há um controle do conteúdo veiculado nas mídias. Freqüentemente ocorrem exageros nas propagandas de certos produtos, que normalmente prometem maravilhas na realidade inatingíveis, sem maneira da vigilância fiscalizar – observa a professora.


Métodos naturais


A especialista acredita que não existe diferencial nesses produtos: "Não sei se daqui a alguns anos poderemos encontrar algum que, quando ingerido, realize de fato todas essas maravilhas. A verdade é que para se ter uma pele saudável, é necessária uma alimentação apropriada, uma vida equilibrada, evitando o fumo e a bebida, e principalmente a proteção contra o sol, que é o maior foco de envelhecimento", constata Elisabete.


Para a professora, não existe pílula capaz de reverter os efeitos do sol na pele. "Todos nós vamos sofrer com o envelhecimento, não há como permanecer jovem a vida toda. O desgaste do organismo sempre acontece, mas o envelhecimento pode ser menos acelerado. O que podemos fazer é incorporar hábitos de vida mais adequados, menos agressivos ao organismo", relata Elisabete.


De acordo com a especialista, o passar do tempo naturalmente deixa a pele com uma aparência mais envelhecida. No entanto, se o indivíduo se proteger durante exposições aos fenômenos externos, como sol, poeira, vento e poluição, os efeitos na pele serão atenuados. "Aconselho a utilização de protetores e hidratantes. Pílula não faz milagre, pode até ajudar em alguma coisa, mas não vai diminuir as rugas. O essencial é o estilo de vida", finaliza Elisabete Pereira.

Fonte: Olhar Vital


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