No universo feminino, os cabelos são considerados atributo de beleza de grande importância, "mais até do que qualquer outro atributo físico", de acordo com recente pesquisa global realizada por um fabricante de produtos capilares, que ouviu 500 mulheres em seis países, incluindo o Brasil. O que poucas mulheres sabem, no entanto, é que, além dos cosméticos, alguns medicamentos anticoncepcionais podem influenciar na oleosidade capilar.
Na busca pela evolução das pílulas, uma gradual diminuição das dosagens (compostos) está sendo aplicada no desenvolvimento de novos produtos de última geração. Muitas mulheres já percebem benefícios, que vão além da contracepção em si. Entre eles, melhoras na aparência do cabelo e pele, eliminação dos sintomas pré-menstruais e cólicas.
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Em estudo realizado recentemente pelo Setor de Planejamento Familiar da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (Unifesp - EPM), onde 1.971 brasileiras foram ouvidas, foi comprovado que a mulher atual deseja mais de um contraceptivo do que a contracepção.
De acordo com o estudo intitulado Benefício Exclusivo à Liberdade Anticoncepcional (B.E.L.A.), o público feminino procura um contraceptivo que possa manter e até aumentar a beleza feminina, com o menor grau de efeitos colaterais ou mesmo sua eliminação. "Ela procura um anticoncepcional que ofereça benefícios para os cabelos e a pele, por exemplo, e que possa manter a sua beleza com menor nível de efeitos colaterais", comenta o médico Jarbas Magalhães, um dos autores do estudo e membro do Comitê de Anticoncepção da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
"Com base nos resultados percebemos como realmente as mulheres buscam cada vez mais medicamentos inovadores, com diferentes propriedades. A mulher está cada vez mais satisfeita com o surgimento de novas alternativas de contracepção e, também, mais informada para exigir medicamentos mais eficazes", finaliza Magalhães.