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Calvície também pode atingir mulheres; causas são diversas

Redação Bonde
25 ago 2014 às 17:34

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Reprodução
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Qualquer alteração no couro cabeludo que leve à queda de cabelos pode acarretar não apenas danos físicos, mas também emocionais nas mais diversas pessoas, principalmente mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), enquanto 80% dos homens manifestarão o problema até os 70 anos, apenas 30% do sexo feminino apresentarão perda de fios até atingir os 50 anos. O tratamento da calvície feminina, no entanto, é ainda mais difícil, uma vez que a queda só é notada quando 30% dos fios já caíram.

Quando se trata de alopecia – nome científico dado para a redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área da pele – os consultórios dermatológicos se enchem de pacientes com dúvidas recorrentes sobre o assunto. "A queda de cabelos tem as causas mais diversas possíveis, como mudanças hormonais, dietas irregulares, distúrbios como anemia e hipotireoidismo, além do fator genético", explica a dermatologista Mariana de Andrade Lima. Nas mulheres, alerta a especialista, o problema também pode se desenvolver por causa da menopausa, tratamentos químicos para cabelos – a exemplo dos alisamentos – e mudança nos hormônios durante a gravidez.

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Antes se desesperar com as inúmeras dúvidas, a paciente deve entender que muitas crenças sobre quedas de cabelo não passam de mito. A ideia de que lavar o cabelo com água filtrada evita a queda de cabelos ou que a água quente propicia a calvície, por exemplo, são informações equivocadas. "A única exceção é para aqueles pacientes que têm dermatite seborreica. A água quente pode estimular a oleosidade, o que acarretará na queda dos fios", explica a dermatologista. Já aquelas que não prendem o cabelo para evitar a queda ou que não aplicam condicionador na raiz, estão no caminho certo. "A tração feita ao prender os fios prejudica não só a extensão, mas também a raiz. Já passar o condicionador na raiz causa oleosidade e pode acarretar caspa e sebo nos cabelos, que em excesso contribuem para a queda", alerta.


Dormir de cabelos molhados também não é uma boa opção. Segundo a dermatologista, os fios úmidos facilitam a proliferação de fungos, fatores que, no futuro, podem levar à alopecia. Outro alerta importante é em relação ao uso de secador de cabelo e chapinha. "Se usados da forma incorreta, estes procedimentos térmicos podem acabar queimando os fios e os deixando fracos e quebradiços", aponta Mariana de Andrade Lima.


"Dar adeus à queda dos fios pode não ser tão fácil, mas é possível. O quanto antes a pessoa perceber o problema e procurar um médico, maiores são as chances de controlar o processo", ressalta a dermatologista. O tratamento varia de acordo com a causa do problema. "Existem substâncias que reduzem a quantidade da dihidroxitestosterona (DHT), hormonio responsável por grande parte dos casos de calvície, medicamentos que melhoram a circulação no couro cabeludo, além, de hormônios, vitaminas, xampus que combatem fungos, entre outras opções, que só um especialista pode definir".


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Os temas em torno da saúde dos cabelos serão amplamente debatidos no 69º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que acontece durante o período de 27 a 30 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco. O evento, que trará os maiores nomes da dermatologia nacional e mundial vai contar com momentos como as palestras conduzidas pela mundialmente conhecida Antonella Tosti, expert em cabelos, unhas e dermatites de contato. Tosti pesquisa a alopecia há mais de 20 anos, é autora de mais de 600 publicações científicas, incluindo livros sobre tratamento e diagnósticos de desordens dos cabelos. É membro de sociedades como Academia Americana de Dermatologia, Academia Europeia de Dermatologia e Sociedade Internacional de Dermatologia.


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