Você vai à manicure e percebe que pelo menos duas vezes por ano novas cores invadem os salões. Para identificar as cores os fabricantes inovam a cada ano com nomes cada vez mais criativos. Mas você já parou para pensar como são criados esses nomes? Então fique sabendo agora.
Na maioria das fábricas um time de mulheres - especialistas em marketing e moda - se reúne pelo menos quatro vezes por ano, para criar nomes para as cores das novas coleções. Em geral são lançadas uma coleção para a primavera/verão e outra com cores que combinam com o outono/inverno. É destas reuniões que surgem nomes como "Arrasou!", "Tudo ou Nada" ou "Jasmim dos Poetas", criadas pela empresa Aeger, que licencia o nome e fabrica os esmaltes da modelo e apresentadora Ana Hickmann.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Em média, cada coleção chega ao mercado com seis cores diferentes. No catálogo da Colorama, da L'Oréal, por exemplo, há 183 cores. Como são pelo menos cinco grandes fabricantes nacionais, a profusão de matizes é enorme e criar nomes diferentes é crucial para diferenciar as nuances.
"O nome deve ser curto, em português ou com palavras populares em inglês. Pode ou não ter ligação com a cor, mas precisa passar a mensagem da coleção e gerar identificação com o público-alvo", diz Denise Joerges, gerente de marketing da Aeger.
O trabalho começa um ano antes do lançamento com pesquisas que definem as tendências de moda, explica Soraia Arraes, gerente de marketing da Impala, terceira maior do País. "Não olhamos só o que vai ser moda, mas as emoções dominantes no momento", diz.
Recentemente, conta a executiva, a Impala detectou que as consumidoras queriam ter mais calma e tempo em suas vidas. Esse, então, foi o mote da coleção "Trem da vida", com cores como "Caixa de Música" e "Deitar na Rede". "Esmalte é uma compra emocional", justifica.
A identificação - nesse caso emocional - pode acontecer também por proximidade. Uma coleção de cores fortes e metalizadas para adolescentes, por exemplo, ganhou nomes como "#ficadica" e "#bjomeliga", conforme se escreve no Twitter. "O mais importante é a cor, mas os nomes promovem a coleção", diz a gerente da Impala.
Erros e acertos
Segundo a blogueira Eveline Castro, do blog tudosobreesmaltes.com, nem sempre o nome dá certo. "Nomes com erro de grafia, como 'Aurora Boreau', da Top Beauty, e 'Pinck', da Tock, podem sabotar uma coleção", explica. No entanto ela lembra que há mais acertos do que erros no segmento. "Às vezes a cor nem é tão bonita ou inovadora, mas dá vontade de comprar só por causa do nome", completa. (Com informações do jornal O Estado de São Paulo)