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Utilização do formol exige cuidados e uso moderado

Redação Bonde
23 nov 2010 às 10:40

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Reprodução
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Quando o assunto é a realização de escova progressiva ou definitiva, o nome do composto químico formol sempre é citado e se inicia um debate sobre se realmente existe alguma forma de utilização segura desta substância para relaxamento e alisamento dos fios.

Para esclarecer estas dúvidas, o médico dermatologista Francisco Le Voci, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta sobre os riscos indevidos e as alternativas do uso do formol.

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1. O que é formol?


O formol ou formaldeído é um composto claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como preservativo, conservante ou antisséptico nas formulações. Também é usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de uréia, tiouréia, resinas melamínicas, vidros, espelhos e explosivos. O formol também pode ser utilizado para dar firmeza nos tecidos, na confecção de germicidas, fungicidas agrícolas, na confecção de borracha sintética e na coagulação de borracha natural. É empregado no endurecimento de gelatinas, albuminas e caseínas. É também usado na fabricação de drogas e pesticidas.


2. Por que ele é prejudicial à saúde?


O formol é comprovadamente prejudicial (tóxico) à saúde quando ingerido, inalado ou quando entra em contato com a pele, via intravenosa, intraperitoneal ou subcutânea. Em concentrações de 20 ppm (partes por milhão) no ar causa rapidamente irritação nos olhos. Sob a forma de gás, é mais perigoso que em estado de vapor.


3. Por que o formol é utilizado em alguns cosméticos capilares?


Ele tem sido utilizado, indevidamente, em altas concentrações nos cosméticos capilares, com o objetivo de produzir alisamento dos cabelos, pois possui esta ação quando em contato com os fios.


4. Quais são as reações adversas que o formol pode causar?


São várias e graves as reações, inclusive câncer e óbito. Entre as principais reações adversas podemos citar: contato com a pele – irritação, vermelhidão, dor e queimaduras; contato com os olhos – irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaraçada. Altas concentrações causam danos irreversíveis. A inalação pode causar até câncer no aparelho respiratório, dor de garganta, irritação do nariz, tosse, diminuição da freqüência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório.


Pode ainda causar graves ferimentos nas vias respiratórias, levando ao edema pulmonar e pneumonia. Vale destacar que pode ser fatal em altas concentrações. A exposição crônica, frequente ou prolongada, pode causar hipersensibilidade levando às dermatites. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado.


5. Se uma empresa de cosméticos possui autorização da Anvisa para fabricar/distribuir seus produtos é porque ela está de acordo com a legislação exigida pelo órgão, certo? Ou seja, as substâncias utilizadas na fórmula do seu produto são seguras para o consumidor e profissional?


Existem concentrações seguras de uso do formol em cosméticos como conservante, mas não para alisamento dos fios, conforme definido pela ANVISA. Assim, os fabricantes e profissionais devem respeitar as doses seguras.


6. Para quem os produtos que contém formol são contraindicados?


Todas as pessoas podem ser prejudicadas com o uso do formol em cosméticos, desde os consumidores quanto os profissionais que aplicam a substância. No caso das situações outras, como as descritas acima, existem regras de proteção e de doses para que se utilize o formol, e somente pessoas treinadas e protegidas podem manipular o composto.


7. Quais os ingredientes mais seguros para quem deseja controlar os cachos?


Os produtos permitidos pela Anvisa para alisamentos capilares são: Tioglicolato de Amônio, Hidróxido de Sódio, Hidróxido de Potássio, Hidróxido de Cálcio, Hidróxido de Lítio e o Carbonato de Guanidina.


8. Quais as outras substâncias utilizadas indevidamente para alisamento dos fios, além do formol, e como perceber que constam na mistura do produto aplicado nos fios?

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Os produtos alisantes devem conter em seu frasco o selo da ANVISA como sendo aprovados. Desta forma, o consumidor deve exigir que possa ver o frasco do produto que está sendo utilizado, além de procurar locais de sua confiança para fazer o alisamento. O cheiro intenso é um dos principais sinais de manipulação incorreta.


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